Não existe tempo. Existe movimento. Quando alguém se separa de você ou pede a você um tempo, basicamente ela procura outros movimentos em outros lugares e corpos. O contrário é também verdadeiro. Se ela quiser estar a todo tempo ao seu lado, em qualquer lugar, quer seguir seus movimentos a cada momento, como uma dança a dois.
Se não quiser mais estar ao seu lado, seus movimentos são diferentes. A dança não ocorre. E você sofre.
O que é, então, sofrer? Basicamente são duas ações diferentes no tempo. Estar preso a um movimento que você não quer mais é um dos sofrimentos. Estar afastado dos movimentos que você quer, o outro dos sofrimentos.
Em outras palavras, ter tempos diferentes ao lado de quem você não ama mais, mas se resigna em estar ao lado porque não sabe como deixar de sofrer. Ou, querer o mesmo tempo ao lado de quem está ausente e não quer estar ao seu lado.
Não existe tempo. Existe movimento. O que chamamos de ano é o ciclo completo da Terra ao Sol. De dia, da Terra em torno de si. De hora, a divisão do dia. De minutos, da hora. Dos segundos do minuto.
Tire uma foto agora, ou pegue uma foto tirada antes, e o tempo congela. É quando as memórias criam, por exemplo, as saudades e os arrependimentos. Ou a felicidade, ou a tristeza. Eu gosto de destruir as fotos de tristeza e de arrependimento.
O tempo é meu movimento. Mas o tempo não existe. O que existe é movimento. Quanto mais intenso o movimento ao lado de quem amamos, mais rápido caminha o tempo. E não importa muito a intensidade do movimento. Sem o nosso amor, ele insiste em contar os segundos que machucam.
Tempo não existe. Existe movimento. Os melhores movimentos da vida é amar a si mesmo. Quando nos amamos intensamente, todos os nossos movimentos justificam nosso tempo. Claro, bom mesmo é amar a si mesmo ao lado de quem amamos e que nos ama, reciprocamente. O nome disto é AMOR ETERNO. Eterno para todo sempre. Nosso eterno movimento.
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