A Noite e Clara
Era noite ainda.
Clara disse,
Olhar solto,
Era tímida,
Que amar,
Assim de dia,
Sua vida vivida
Muito mais ela a
Prolongaria.
Clara sorriu.
A timidez coloria.
Buscou no chão
A tal solidão
Que sentia.
Clara, timidamente,
Chorou seu sorriso
E gritou no silêncio:
"Sempre amaria!"
Dor passageira.
Uma hora, sim!
Sim, qualquer hora,
Ela, a dor, em lugar,
Em lugar algum
Desvaneceria.
Sua felicidade,
Clara, claro, clarearia.
O dia veria da noite
Sombria. Clara iria.
Era a noite posta
Ao vento posta
Os uivos sons...
Sombrios, noite fria.
"Clara, clareou o dia!"
O dia lhe sorria.
Confusão do amor.
Que amor haveria?
Era a voz da alegria.
Cantou Catão o amor.
"Nosso dia clareou!"
O amor uniu
A solidão de Clara
E de Catão o desespero.
"Volta para mim!"
Não podia, poderia.
E vivem amantes
Feitos ares fugazes
Paixão de dia e noite.
Paixão eterna
De noite e dia.
Eternamente dia.
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