Um homem. Duas crianças meninas. Duas sacolas de plástico. Luz amarela. Rua sem movimento. Fim de domingo. Uma delas na carcunda do homem. A outra atrás. Possivelmente o pai. Aquele perfil de pai que ama. Andava no ritmo das crianças. Porque quem ama, vai no ritmo do amor. Ou melhor, caminha no limite do amor. Passaram por mim. Curiosamente a pequena foi colocada ao chão. Para caminhar ainda mais lentamente. E deu a mão ao homem. Domingo à noite. Por isto eu amo a segunda. Domingo tem tudo para sempre cheirar a família. Por que amo segundas-feiras? Porque é dia de agradecimento. Se a farra começa na sexta à noite, a cada segunda começamos a viver novamente. O pai. As filhas. Todos que amam... Porque quem ama cuida daquilo que inclusive é da pessoa amada. Quando meu filho caçula me diz:
- Não quero descer. Quero ficar com você.
Eu penso em cuidar de mim mesmo. Porque eu o amo. Como o pai de agora, no breu da rua amarela. Possivelmente voltando e indo. Seus descansos. Que Deus esteja com eles em particular. E com todos de modo geral.
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