sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Um homem. Duas criança. Domingo.

Um homem. Duas crianças meninas. Duas sacolas de plástico. Luz amarela. Rua sem movimento. Fim de domingo. Uma delas na carcunda do homem. A outra atrás. Possivelmente o pai. Aquele perfil de pai que ama. Andava no ritmo das crianças. Porque quem ama, vai no ritmo do amor. Ou melhor, caminha no limite do amor. Passaram por mim. Curiosamente a pequena foi colocada ao chão. Para caminhar ainda mais lentamente. E deu a mão ao homem. Domingo à noite. Por isto eu amo a segunda. Domingo tem tudo para sempre cheirar a família. Por que amo segundas-feiras? Porque é dia de agradecimento. Se a farra começa na sexta à noite, a cada segunda começamos a viver novamente. O pai. As filhas. Todos que amam... Porque quem ama cuida daquilo que inclusive é da pessoa amada. Quando meu filho caçula me diz:

- Não quero descer. Quero ficar com você.

Eu penso em cuidar de mim mesmo. Porque eu o amo. Como o pai de agora, no breu da rua amarela. Possivelmente voltando e indo. Seus descansos. Que Deus esteja com eles em particular. E com todos de modo geral.

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