sexta-feira, 31 de março de 2017

"Quem disse?"

Há uma frase dos Racionais em que ele começa com "quem disse...?" indignado. Ele repete-a várias vezes. Chega a dizer até "quem foi o pilantra que disse...?" De minha parte, não me esquece o tom da sua revolta. Mistura de ódio com luta. Se eu deslocar para o mundo de nossos sentimentos o "quem disse", ele pode ajudar na proteção de quem somos e do que precisamos. Um único exemplo "quem disse que devemos repetir na vida a mesma história?" Jogada ao ar assim, parece uma sentença heroica em que as pessoas concordarão. Se a vida são fases, as fases têm seus ciclos. E todo ciclo, seu término. Onde eu percebo que as pessoas falham e se perdem? Confundem essência de propósito com aparência, nos ciclos de sua vida. Trocam os pés pelas mãos no que diz respeito aos seus ciclos. Sempre me vem à mente aquilo em que os seres humanos com quem tenho contato mais perdem tempo, que é  encontrar alguém para amar e ser amada, e deixar a solteirice. As cartas da vida estão abertas. Qual ciclo vivemos? O da descoberta? Então busque os amores! Se for o ciclo do amor, viva-o com a sua intensidade. Se for o ciclo do término do amor, aceite o luto. E se for o ciclo do retorno à vida depois de desilusões, viva a sua vida e pare de encher o saco de você mesmo, com a enorme perda de tempo e de energia à caça de um grande amor, que raramente virá. Quando muito, para mim, a pessoa ser o mínimo atraente, gostar de ler e não transmitir nos atos falhos ser um lobo em pele de cordeiro, que quer me prender e me limitar com suas carências e chantagens, está valendo. Mas não é fácil. Quem é livre nem procura prisão. O que eu particularmente quero é alguém livre, porque aí estaria em sintonia com meu ciclo de vida, que creio levarei para morte: a liberdade.

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