Eric Kendel e James Schwartz mostraram que nestes animais, para que a memória de curto prazo
sábado, 30 de dezembro de 2017
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
The tell-tale brain 2
"To understand the next part, let's return to Broca's area in the frontal cortext. This area contains maps, or motor programs, that send signals down to the various muscles of the tongue, lips, and larynx to orchestrate speech. Not coincidentally, this region is also rich in mirror neurons, providing an interface between the oral actions for sounds, listening to sounds, and (least important) watching lip moviments." - The Tell-Tale Brain, V. S. Ramachandran.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
Ler sem distração
Muitos gostariam de ler. Ler com prazer. Ler sem distração. Ler sem que, no momento da leitura, uma sensação de incapacidade de entendimento, gerando a sensação de incompetência moral, nos envolvesse, criando desâmino e desistência. Me lembro na USP. Sentia-me tão limitado diante dos professores! 21 anos atrás, 1996. A angústia de compreender de modo bem superficial o que os professores falavam. As palavras deles eram como uma ligação telefônica falha. Eu sabia que havia um conteúdo maravilhoso, porém, minha falta de preparo fazia minha sinceridade e honestidade intelectual admitir que era ainda um ser com poucos conceitos, poucas palavras, poucas abstrações. Ao invés de desistir como muitos fazem ao começar a ler um livro, ou autoenganar-se, quis uma alternativa. A alternativa real que encontrei me desanimou mais ainda. Tinha que pacientemente ler. Gastar no início uma hora para compreender uma página. Ler em português como se traduzisse para mim o desconhecido de uma língua morta. Consegui meu êxito com muita dedicação e foco. Tornei-me escritor para mim e para muitos amigos e conhecidos. Tenha essa paciência, meu amigo e minha querida amiga. Comece pelos textões aqui no Facebook. Quando menos perceber será um leitor pleno sem tirar de você os mesmos prazeres existentes: cerveja, churrascos, baladas, viagens. Certo que falo para dois ou três que possivelmente já leem. A leitura tem disso. Ser professor também. Ser escritor mais ainda. Acreditamos. Eu cri em mim mesmo e logrei. Sem mais nem menos. Dedicação.
Romeu e Julieta
Lendo (na verdade relendo) "Romeu e Julieta", tenho a coragem agora de falar algo que pertece exclusivamente aos jovens. Refiro-me à adolescência (dos 13 aos 19 anos), que é a coragem de arriscar sem medo e colocar a vontade presente na frente da sua própria vida futura. Lembrando, Julieta, 13 anos, e Romeu, entre 16 e 17 anos, morrem tragicamente no final da peça cometendo suicídio. Em nome do amor. Jovens tem essa força trágica. Jovens até os 19 anos. Depois, o enredo muda demais. Na casa dos vinte anos, não pega mais essa ilusão. Imagina então nos trinta, ainda que o medo da solidão da solteirice nos acorda junto com o despertador! Nos quarenta nem falo. Somos idosos aos quarenta anos. Temos mais passado que futuro. A verdade que pode machucar muito o coração de tantas mulheres e até de alguns homens é que se não casarmos com aquele amor da adolescência, dificilmente seremos inocentes para acreditar nessa natureza de amor mais uma vez e anular nossa vida, ou o que nos resta para viver. O tempo passa. O que fazer então? Como administrar o equilíbrio entre a ausência de inocência depois da adolescência com o desejo de uma alma amante permanente que seja nosso desejo e que esteja em sincronia, em harmonia, em empatia com o nome que damos ao amor? Não sei. Mas sei que devemos fazer o que todos fazemos sempre! Tentarrmos. Tentarmos. E tentarmos. Agora aqui reside o ponto delicado. De tanto tentar, as imagens que podemos construir em nossa cabeça é uma silenciosa autodestruição emocional de não dar certo. Erro fatal! Deu certo no tempo que deu certo. Eu imagino um namoro de um dia, ou de algumas horas como um casamento. Houve início e houve fim. Entre uma coisa e outra, foi feito o possível dentro do que o tempo permitiu. Se uma noite, cinema, jantar, sexo. Se um fim de semana, Campos do Jordão, hotel, sexo, restaurante, cerveja, chocolate, hotel, sexo, café da manhã, passeios, almoço, jantar, fundue de chocolate etc. Esses são os pequenos exemplos. Claro que em um casamento de anos, há outras conquistas que nem preciso citar para não prolongar. Oras! Desde que houve cumplicidade, houve um casamento, ou não é? Sei que não é aquele idealizado. Mas toda idealização veio de fora. Da cabeça da mãe, da família, da sociedade. Foi projetada na cabeça. Romeu e Julieta casaram-se no outro dia após se conhecerem. Casamento escondido e proibido. Compreende? E morreram em seguida. Na verdade, cometeram suicídio em reviravoltas doidas. Namorar por algumas horas, dias ou meses é estar casado no tempo que é permitido. Romeu e Julieta tiveram um final blau-blau e ponto final na peça. Terminou? Vida que segue. Entre um amor novo e o velho que virou ex-, o que pode apenas diferenciar é o tempo. Horas, dias, meses, anos. Ou - como idealizado - uma vida inteira. Sei que todos idealizamos. Eu também já.
domingo, 24 de dezembro de 2017
Mestrado
Um papo relativamente sério. Ano que vem focarei em meu mestrado em literatura pela PUC-SP. O passado fica como aprendizagem. O futuro aquela dobra de esperança que nunca morre a quem quer o máximo de dias nesse planeta. Eu quero porque já morri. Depois que a depressão bateu asas há mais de vinte anos, minhas emoções souberam o valor da experiência. Viver o presente nunca revela o que sentimos de fato. Acordamos bem. Tomamos café felizes. Pegamos o ônibus reflexivos. Entramos no trabalho determinados. Para somente pontuar o humor que nos envolve. Também da euforia passamos para a dor da incerteza do despertar à mesa de café da manhã. O presente dita a norma da vida, inevitavelmente. Quero aproveitar o máximo possível meu presente. Para aproveitá-lo, sei que o futuro não existe. O futuro apenas virá. Ele vem conforme eu escrevo. Ele vem conforme se lê. Para meu futuro que virá, para meu mestrado, para um projeto pessoal de vida, vou escrever - como um blog - meu passo rumo a buscar ser um muito bom futuro professor universitário, razão principal de voltar ao mestrado e já ter o projeto para doutorado. Tenho amigos e amigas mestres e doutores. Inclusive tenho alunos meus, para quem dei aulas em cursinho, já doutores. Nesse meu estudo, paralelamente a outras leituras e escritas, começarei com Os Lusíadas. Do Canto I ao Canto X. Ler palavra por palavra, metro por metro, rima por rima. Dizem que escrever dos seus planos prejudica seus planos. Verdade. Mentir para si mesmo alivia a verdade que machuca. Quero compartilhar, porém, minha verdade que me nutri a singela experiência de existir no presente. Para quem gosta de ter uma meta na vida, eu busco uma. Não depende apenas de mim. Mas quem delibera sou eu no foco e nas lutas.
Olhar sem poesia
Queria tanto poder relacionar a minha vontade de escrever sobre nossos sentimentos humanos, tocando no precioso coração das pessoas, e ao mesmo tempo ficar feliz com o que escrevo. A vida, de fato, não funciona assim. Se escrevo nossos sentimentos, não me felicito-me. Olhar sem poesia para a nossa alma petrifica nossos sentidos, e perdemos quaisquer convicções especulativas. Minha formaçâo em filosofia alemã amadureceu baatante nos últimos anos. De quase um amador, tornei-me leitor efetivo de Immanuel Kant etc. Gostei muito do que li. Sei que a neurociência atual e futura vai destronar a filosofia e teremos de jogar no lixo da cognição metafísica qualquer especulação do sentir e ser da filosofia. Hoje a neurociência explica o que antes se especulava com muita inventiva e sofisticação.
Planejamento básico
Tudo nessa vida, que queremos para nós, e que depende mais de nós, deve ter um básico planejamento. Primeiro passo do planejamemto é não desejar o que o mundo disponibiliza e seduz nossos desejos. Sei que preferimos a diversão à dedicação. O mundo nos ensina. O ideal é a dedicação à diversão. Nossa vida pessoal tem de aprender que poucos nesse mundo se privilegiam de se dedicar ao que se diverte. Neymar, Bill Gates, Sérgio Cabral etc. Dentre eles, os mendigos raízes parecem ter a vantagem de se dedicarem à diversão: bebem, pedem, comem, dormem. Outros mendigos Nutelas imploram amor de quem não os ama; se submetem à escravidão financeira e emocional dos trabalhos; deixam-se governar pela amargura da raiva, do rancor e do ódio quando são frustrados ou traídos. Os mendigos Nutelas, ao fim, perdemos nossa identidade nssa vida e buscamos a distração confundida com diversão - vivemos no automático, mas o tempo passa. Creio que o único contentamento nessa vida é dedicar-se ao que amamos, e não me refiro à reciprocidade. Amar e ser amado é o sonho da eternidade dos jovens. Uma alma eternamemte jovem sonhará sua completa existência ao amor ideal, e se dedicará pensando "quando irá aparecer meu ideal de amor". Ser eternamente jovem tem desses aborrecimentos. Dedicar-se ao que se ama sem depender de reciprocisade aplaca a ansiedade. Meu projeto é chegar aos 50 anos um homem maduro e muito culto. Como disse no início, sem planejamento básico, não conseguiremos o que queremos pelas vias de fato. O fato é que comecei o planejamento por Lusíadas, e escrevo para me divertir e refletir no que faço. Agora, ir treinar o corpo.