domingo, 24 de dezembro de 2017

Mestrado

Um papo relativamente sério. Ano que vem focarei em meu mestrado em literatura pela PUC-SP. O passado fica como aprendizagem. O futuro aquela dobra de esperança que nunca morre a quem quer o máximo de dias nesse planeta. Eu quero porque já morri. Depois que a depressão bateu asas há mais de vinte anos, minhas emoções souberam o valor da experiência. Viver o presente nunca revela o que sentimos de fato. Acordamos bem. Tomamos café felizes. Pegamos o ônibus reflexivos. Entramos no trabalho determinados. Para somente pontuar o humor que nos envolve. Também da euforia passamos para a dor da incerteza do despertar à mesa de café da manhã. O presente dita a norma da vida, inevitavelmente. Quero aproveitar o máximo possível meu presente. Para aproveitá-lo, sei que o futuro não existe. O futuro apenas virá. Ele vem conforme eu escrevo. Ele vem conforme se lê. Para meu futuro que virá, para meu mestrado, para um projeto pessoal de vida, vou escrever - como um blog - meu passo rumo a buscar ser um muito bom futuro professor universitário, razão principal de voltar ao mestrado e já ter o projeto para doutorado. Tenho amigos e amigas mestres e doutores. Inclusive tenho alunos meus, para quem dei aulas em cursinho, já doutores. Nesse meu estudo, paralelamente a outras leituras e escritas, começarei com Os Lusíadas. Do Canto I ao Canto X. Ler palavra por palavra, metro por metro, rima por rima. Dizem que escrever dos seus planos prejudica seus planos. Verdade. Mentir para si mesmo alivia a verdade que machuca. Quero compartilhar, porém, minha verdade que me nutri a singela experiência de existir no presente. Para quem gosta de ter uma meta na vida, eu busco uma. Não depende apenas de mim. Mas quem delibera sou eu no foco e nas lutas.

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