Teu sorriso, à Fabiana
Sorri, meu anjo, teus lábios me encantaram.
Não falo ainda de amor, por timidez.
O amor provoca timidez na alma.
Eu te vejo tão contente, leve, solta, jovial.
Provoca-me a vontade de trazer-te à minha noite.
Amanheci com tua saudade.
Não falo de amor ainda, que acontece.
Outrora outros corações, egoístas, pouco atentos ao amor, confundiram teu sorriso.
Não bebo deste delírio.
Não bebo de nada.
Sinto somente.
É pouco, parco, petulante.
Teu sorriso é lindo.
Eu não me atrapalho, meu anjo, e trago tuas imagens, poucas, a mim, e não as perco.
O vazio é uma alma cansada.
Diz do vazio que sentimos sem querer.
Diz!
Posso não amar, ainda, sem querer.
Não é medo, nem covardia, que é para os fracos, assim como eu sou.
Teu sorriso, e dele e nele amo o que sinto, teu sorriso é mais alma do que olhar perdido.
Sentir provoca perdição.
Confusa a minha alma, que ama, mas que ainda não.
Permite apenas algo puro, ao sentir.
Permite sentir-me por ti.
Permite a formalidade destronada e manca.
Permite, meu anjo, amar-te.
O amor acontece, e desejo o belo do amor.
Teu sorriso, hoje, amo, e amanhecer lembrou-me dele.
Sei que, linda, mais do que teus lábios, creio na dor, que defende e protege.
Gosto de amar, mas ainda não,
Tenho aquele medo do que nunca me pertence.
Amo a liberdade, que sempre me provoca e confunde.
Nos teus lábios o sorriso me fez inocente.
Vê-los me anima a alma.
À alma, meu anjo, cansada, prefero o riso.
Teu sorriso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário