sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Alguma vez o amor terminou em seu coração?

Alguma vez o amor já terminou em seu coração? Provavelmente não. O que ocorre é que amores aparecem aos montes e se sobrepõem. Ainda mais amores espirituais em que a alma gosta demais da presença daquela outra alma. E não tem idade nem beleza. Há vontade de estar junto e ser lembrado constantemente para não ser esquecido. Uma foto. Um áudio. Uma canção. Um verso. Uma palavra. Admito, como alma aberta, que meu coração vive agora de um incipiente amor. E sem que nossas almas se comuniquem com ternura e afeto, ainda que se busquem. Parece que não há atropelo. Nem sei quanto tempo durará. Porém, ele, este amor, me parece tão meigo. Eu tenho para dar o que a pessoa quer receber e eu quero dar o que eu tenho e ela quer receber de mim o que eu tenho, como um vício positivo. Uma comunhão. Parece sim uma troca. Eu gosto deste sentimento. Gosto de sentir, aliás, coisas boas. Há momentos que saber os atalhos da alma causa um amor mais arrebatador do que a beleza e a fortuna. Somos humanos. Carentes de essências para viver acolhidos em nós mesmos. Podemos comprar o mundo e olhar e ter as perfeições mais lindíssimas. Quem, no entanto, aguenta a solidão na escuridão de um quarto sem uma troca de essência? Neste momento, considera-se a essência e é neste momento também que as almas tem valor. É bom gostar. Sentimento que se renova e nos renova. Eu estou gostando, por hora, de uma simples ideia apenas. Uma ideia em minha alma. E sei que está gostando de mim. Faz parte. A vida caminha assim. Desde que haja bontade, eu creio, seja válido.

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