Depois de 100 páginas de Memorial de Aires, não reconheço Machado de Assis nele. Ou talvez seja realmente o Machado não romancista. E falando em romancista, neste sábado um conhecido me disse que vem lendo muita literatura estrangeira, do tipo Camus, Doistoiéviski. Minha surpresa é meu amigo dizer que minha literatatura, o que eu escrevo, não deve muito a eles, e que no fundo começa a considerar a minha até superior, do tipo:
- Você escreve para caralho!
E aí devo ligar a tecla do foda-se e admitir como meu casamento aos 24 anos, que durou 15 anos, me fez terminar lavando louça, limpando casa e fazendo comida, e me limitou demais do intelectual que sou, e como a mulher com quem me casei fez mal a mim e a um dos poucos sonhos que eu tinha em minha vida: ser mestre, doutor, escritor, e que, em função da minha separação em 2014, posso buscar meu espaço aos 41 anos com a certeza de que as pessoas que dizem que o amam no fundo mais prejudicam você por interresse. A mediocridade culpa os outros pelos seus próprios fracassos. No meu caso, não sou medíocre. Nunca fui medíocre. Creio que devo dar a mim mesmo este meu espaço agora, apesar do atraso que a mulher com quem me casei me fez viver. Um foda-se para muitas coisas será necessário.
Deixo o julgamento para quem me dará razão, porque me ama mesmo, e para quem me condenará como destilando rancor e mágoa, porque somente me quer machucar porque não terá o meu amor do jeito que ela quer. Meus livros e personagem falarão por si em muito do que do eu silenciarei.
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