O problema, na essência, não é ser feliz. Mas é ser feliz com aquela pessoa. Podemos até duvidar se aquela pessoa nos ajudará a ser feliz, porque, inclusive, aquela pessoa pode nos trazer muita amargura e viveremos tristes, chateados, em dúvida. O fato é que o dia a dia, como trabalhar, resolver problemas pessoais, pagar contas, sair um pouco, viajar, ficar em casa vendo TV, ler etc. são vida encarada como normas da existência. Falta, porém, aquela pessoa. Não falo por mim. Leituras e escritas me fizeram enxergar minha alma. Gostei do que vi em mim mesmo, quase que um narcisismo emocional. Tornei-me aquela pessoa. Sou parte de uma exceção. A regra da felicidade para muito vem de fora, vem daquela pessoa. Dias desses uma pessoa, que me amou quando eu tinha 17 anos - e ela 18 -, ela me encontrou por aqui. Ela me confessou que teve muita saudade de mim e me perguntou se eu senti saudades dela. Hoje ela é casada, mãe. Eu disse que eu era um jovem, sem saber nada da vida, mas que claro que senti saudades. Não alimentei o assunto. Eu compreendo a ideia de ser feliz com aquela pessoa. Eu já quis ser feliz com aquela pessoa. Eu creio que as pessoas crêem também. No entanto, creio mais ainda que ser feliz mesmo é estar ao lado de quem nos faz muito bem. Não precisa ser aquela pessoa. Frutas e legumes nos fazem bem. O quitandeiro será mais feliz se ele for vegetariano. Do contrário levará a vida sem aquela pessoa. A não ser que seja ele mesmo quem planta e colhe e vende.
Nenhum comentário:
Postar um comentário