domingo, 24 de dezembro de 2017

Ser útil no mundo

Não me lembra a última vez em que critiquei negativamente algo em meus textos. Eu parei com isso. Nem ironia, nem sarcasmo, nem descaso faço mais. Verdade que prometi a mim mesmo que jamais falarei de política, como antes eu o fazia. Percebi que minha utilidade nesse mundo é menos ideológica e mais didática, no sentido conceitual de ensinar bem. Não quero também que pensem semelhantente a mim, em discurso ideológico. Dogmatizar é algo que me constrange e consterna. Quero que aprendam os benefícioa da liberdade, no sentido hegeliano - todos temos nosso espírito buscando sua livre expressão e liberdade para isso. Quero fazer ler com maturidade textos literários, por isso ensino; quero que saibam o que é sintaxe, morfologia, por isso ensino; quero que saibam diferenciar análise de interpretação, por isso ensino; quero que aprendam a falar inglês fluentamente, com forte base gramatical linguística, por isso ensino. Por isso leio e escrevo muito. Nada ganhei e muito perdi com as críticas ácidas que fazia. Ao menos aliviaram meu coração àquele momento de fúria emocional. Todos temos um campo de ação nesse mundo. Um campo de ação real. Não me refiro ao midiático, que se perde, como a fama o traz. O verdadeiro campo de ação é o contato direto com os seres humanos. Vale para os músicos, médicos, escritores, barman, professores, padeiros etc. Já me propuseram aulas de inglês virtuais, tipo 'gravar vídeos' etc. Era para eu focar no negócio e não no campo de ação real, que é o ser humano. Não critiquei. Disse que não me encaixava. Tinha meu projeto de vida e buscava focar nele, sem desvios radicais. As pessoas precisam de mais positividade e o melhor é procurar ser honesto consigo mesmo na fidelidade do que ama como projeto de vida. Não me agrada criticar pelo lado destrutivo e negativo. Não me iludo mais com o nosso tempo. Aliás, não podemos perder tempo. Nem tempo, nem energia.

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