domingo, 24 de dezembro de 2017

Lusíadas

Essa a última estrofe do Canto I, de Os Lusíadas. Se lermos com carinho e atenção, vamos perceber a profundidade dela. "Na terra tanta guerra, tanto engano." Não apenas guerras no sentido real de armas e mortes. Guerras emocionais, que apenas são vaidades de quem submete quer aprisionar o outro. Eu me desencanto diante da vaidade e do joguinho. Em qualquer relacionamento, fazer joguinho é a mais comum guerra humana hoje. Li um artigo que falava "dos relacionamemtos para saber quem se importa menos." É complicado ser gentil. Vejo quantas vezes me passo por mudo e distante porque ser gentil tem perdido seu significado sublime: nada em troca. Eu tento educar meus filhos - quando converso com eles - sobre a importância da gentileza. Acho importante. Camões termina a estrofe perguntando:

"Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
(...)
Contra um bicho na terra tão pequeno?"

Ou seja, outro ser humano interesseiro e apenas isso.

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