Quero falar um pouco sobre psicopatia.
O mundo, em síntese, cabe muito bem aos psicopatas, e dificilmente aos altruístas. Nem cabe lembrar, mas lembro que podemos viver com alguns por anos, casados, namorando, trabalhando, com uma natureza psicopata.
A pessoa, claro, é doente porque desajustada. E o desajuste está no cerne da emoção que ela não consegue ter ao longo da sua existência: nem tristeza, nem felicidade, nem desilusão, nem êxtase. O ego dela é centrado. Nada entra; nada sai.
Poeticamente falando, ela não ultrapassou o limiar que divide o bem maior do ser humano, que é o amor, com os instintos primitivos dos animais que é a sobrevivência. O psicopata apenas enxerga a si. Mais nada.
Neste momento um fator pesa bastante: Deus. O fator Deus é o escudo contra os psicopatas que se comportam como seres sensíveis, mas são cruéis, malignos, destrutivos. Deus, para mim, enxerga e dá ao psicopata o seu galardão com o tempo. E o pior deles: a certeza da solidão presente e futura. Você, que é psicopata, e eu que fui descobrir sua psicopatia tardiamente, depois de poder me livrar desta sua doença, tenha seu futuro com os galardões de quem altruisticamente acolhe os enfermos. Como você é insensível, na sua velhice, na sua solidão, dará de ombros como sempre deu à vida e às pessoas.
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