domingo, 7 de fevereiro de 2016

Ao Amor

Te amo, meu amor, não te iludas.
A ilusão cria fantasmas
E versos meus do coração falam.
Eu te amo. Doi-me, meu amor.
O que queres tu de provas?
Chamar a saudade minha dor?
Amo-te como és, onde estás.
Como cantas, porque encantas
Os olhos, ermos, meus em lágrimas.
Diga-me o verso ao mar e ao vento.
Que som a distância encurta?
Do silêncio, chamo-te e nada.
Nadam, mar aberto, e não vejo.
Em mim apenas teu toque, teu jeito.
E rimo a ternura minha com teu beijo.
Amar-te-ei porque em mim existe
A parte bela do meu repouso.
És tu, volte que és tu te procuro.
Volte, embora eu saiba da partida.
Amor refaz o dor com dor doída,
Mas volte, Mila, a ti, todo bela poesia.

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