E quando?
E quando o dinheiro enriquece o futuro e o arrependimento bate?
E quando a oportunidade passará, lamentando-se no futuro?
E quando a ambição da vontade de ter não faz parte no presente?
Só que o futuro vem e a ambição continua, porque o outro realizou?
E você?
Ficou na ambição de ser, de ter, de querer, de sentir e de possuir.
Seu vazio.
E quando sua vaidade passageira cega cada possibilidade?
Sobra a sobra da sobra do resto.
E nada de você quer o que apenas era interesse.
As coisas sim se realizam e o fruto frutifica da raiz ao ramo que simboliza o desejo.
E quando você pensou a vida toda em ter e não teve, porque as vidas são mais trocas do que entrega.
Você queria só entrega.
Não cansa saber que seu erro é comum?
Não cansa o seu cansaço longe do refrigério de quem fez acontecer?
Nada cansa mais do que a fraqueza do interesse.
Nada mais exaustivo.
Ela persistente e fiel e singela sim permanecerá, e dos frutos a boca merecedora beijará seu sabor.
Ela merecerá.
Ele merecerá.
O resto cansanço do interesse que se foi.
Cansaço.
Cansa a alma oportunista.
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