segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

E quando?

E quando?

E quando o dinheiro enriquece o futuro e o arrependimento bate?

E quando a oportunidade passará, lamentando-se no futuro?

E quando a ambição da vontade de ter não faz parte no presente?

Só que o futuro vem e a ambição continua, porque o outro realizou?

E você?

Ficou na ambição de ser, de ter, de querer, de sentir e de possuir.

Seu vazio.

E quando sua vaidade passageira cega cada possibilidade?

Sobra a sobra da sobra do resto.

E nada de você quer o que apenas era interesse.

As coisas sim se realizam e o fruto frutifica da raiz ao ramo que simboliza o desejo.

E quando você pensou a vida toda em ter e não teve, porque as vidas são mais trocas do que entrega.

Você queria só entrega.

Não cansa saber que seu erro é comum?

Não cansa o seu cansaço longe do refrigério de quem fez acontecer?

Nada cansa mais do que a fraqueza do interesse.

Nada mais exaustivo.

Ela persistente e fiel e singela sim permanecerá, e dos frutos a boca merecedora beijará seu sabor.

Ela merecerá.

Ele merecerá.

O resto cansanço do interesse que se foi.

Cansaço.

Cansa a alma oportunista.

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