segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Diálogo

Diálogo 1

- Então realmente amor é um jogo? Eu acho que é uma escolha. Nem acho que o "amor aconteça também" (para nome de filme, o conceito serve). Não é nada  absurdo quando você permita que aconteça.

- Ponto fraco: aquilo que nos faz apaixonarmo-nos por alguém. Não há total impenetrabilidade. Todos tempos um ponto por onde entrar. Compreende?

- Entendo. Depois me faço compreender melhor. Mas, há de convir que descobrir o ponto fraco de alguém, pode ser usado não com a boa finalidade.

- Oras. Sera?

- Sim, há muita gente tentando provar que pode! Digamos que psicopatas do amor está cheio!  O que eu quis dizer é que parece um jogo usar as fraquezas do outro para penetrar no mundo do outro. Claro que quando se trata de uma conquista concreta, de alguém que realmente sabe o que quer, talvez seja válido. Achei interessante seu modo de colocar isso, porque muita gente usa isso apenas como um desafio: penetrar no mundo do outro, mas depois não saber o que faz lá dentro. Só problematizei seu ponto de vista!

Diálogo 2

- Não acho possível saber exatamente o que nos captura, nos enlaça. Podemos até dizer "Ah, eu não resisto a isso ou àquilo", mas acredito que na real, não sabemos.É um "psiu de luz".

- Pode ser. Mas seria mesmo esse "psiu". Exatamente. Esse "psiu".

- Ah, acho que é assim. Somos apenas capturados por algo.

- E quando nos traduzem esse algo, se for reciproco, as coisas caminham.

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