Não acho que a simplicidade faz o verso. Para mim o inesperado faz o verso. O único poeta que toca minha alma com a simplicidade do verso é Manuel Bandeira. É que o lemos uma vez e o poema diz algo simples, e na segunda algo não tão simples se nos avulta e revela o inesperado. A solidão estava lá sem percebermos aparentemente. A morte, a felicidade, a simplicidade, o sofrimento, o amor, a liberdade, a prisão, o preconceito, a opressão, a hipocrisia. Enumero assim solto sem pausar os temas que me veem em minha mente sobre o que os versos de Manuel Bandeira me trazem na simplicidade aparente dos seus versos. Fora ele, prefiro Camões, Bocagem, poetas românticos, poemas neoclassicistas. Algo simbolista me agrada, também um pouco de modernismo e o hermetismo de nosso concretismo. Mas na essência, Manuel Bandeira e versos impactantes e inesperados. Um gosto somente. Não do que eu consiga fazer ao escrever. Falo do que me agrada a alma ao ler.
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