As loucuras que antes eram a vida, hoje entrego-as aos meus filhos.
Se a descoberta do encantamento renovava meus olhares, entrego-a às crianças.
Se caminho lento, posto os pés em firme chão pavimentado, entrego a caminhada aos jovens.
Nada do que faço, faço por glória própria de ser mais do que sou.
Entrego o que acho que lhes pertece, porque o tempo é amigo de quem o entende.
Tenho dúvidas do amor, porque ele sempre revigora o pensamento e a vontade.
Não deixarei de amar enquanto der por mim o que é a entrega.
Ando amando lentamente na encantada loucura do meu olhar pavimentado pelo que faço, sem glória senão ser o que sou.
Entrego meu amor sincero, respeitosamente sincero.
sábado, 12 de janeiro de 2019
Entrego
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