Como pode em um coração
Tão sofrido, experiente,
Sofrer na hora presente
A força de uma paixão?
Vivia a vida entregue
Aos meus soltos devaneios,
Dizia, e ninguém negue!,
Me bastava por inteiro.
Quis, porém, brincar comigo
O amor da inocência,
Fazer dela o abrigo
Preencher com sua presença.
Que modéstia a ilusão,
Ter-me pensado audaz.
Sonho hoje esta paixão
Da sorte que ela me traz.
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