quarta-feira, 16 de março de 2016

"DESTA FORMA APRENDI O QUE ERA NEUROSE"

"DESTA FORMA APRENDI O QUE ERA NEUROSE"

Neurose. Algum psicólogo pode definir com mais clareza. Neurótico, na visão comum, é o sujeito humano que crê em algo, ainda que todas as certezas de sua existência evaporam-se no primeiro olhar externo. A fama popular de xingar e ser xingado neurótico ajuda a diminuir ainda mais seu entendinento para um leigo:

- Para de ser neurótico!
- Mas que neurose!

Estas sentenças já vêm com aquela carga do tom da voz desconcertante. São lidas e sentidas com o tom. E não entro no próprio tom da resposta, nem da reação do xingado, que, na maioria das vezes, segue segundos de silêncio, depois uma ironia sarcástica e por fim uma argumentação indefinida.

O psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961) diz "foi desta forma que aprendi o que era neurose". E qual forma foi? Lendo seu relato em "Memórias, Sonhos, Reflexões", descubro as chaves mais ou menos do que um psicólogo definiria como neurose.

Jung pegou aversão à escola aos 15 anos. Sofreu uma agressão física e perdeu os sentidos. Aproveitou e alimentou esta agressão para ausentar-se por meses da escola. Seu pai levava-o a médicos que diagnosticavam o menino com desmaios e epilepsia, sem saber a causa. Nunca melhorava, e fazia dos desmaios (síncopes) sua principal arma a favor de sua moléstia que o libertava da obrigação escolar.

Certo dia, curioso, ele se escondeu para testemunhar a conversa entre o pai e um amigo, que perguntou do filho. De família simples, com pouco dinheiro, o pai de Jung disse que o pouco que tinha, investia para cuidar da saúde do filho. Envergonhado e agora consciente de sua realidade social, Jung achou que deveria mudar. E assim o fez.

Retomou aos poucos os estudos. Abriu o livro e em 10 minutos teve um desmaio. Despertou. Retomou os estudos. Meia hora depois, outro desmaio. Despertou. Retomou os estudos. Duas horas depois, outro desmaio. Assim foi até que ele se viu curado totalmente e, desta forma, ele sugere "foi desta forma que aprendi o que era neurose."

O ano desta autoconsciência por volta de 1890. Um jovem que acertou em cheio seu inconsciente. Ele Intuiu que mente e corpo dialogavam em influências recíprocas.

Parece óbvia a relação direta mente x corpo em nossos vidas, mas é algo adquirido após muito viver e sentir e refletir. Aprendemos a dar fé de que a mente - nosso inconsciente - revela muito de nós, por nós e contra nós, em nosso corpo.

Equilíbrio, por este motivo é, para mim, aprender a respirar com nosso inconsciente. Não fechar os olhos e meditar simplesmente. O meu "aprender a respirar" me lembra que não podemos esconder problema alguma, ou seja, não podemos reprimir absolutamente nada quando queremos uma solução definitiva. Aprender a respirar da forma como Jung o fez quando jovem. Teve seus desmaios. Despertou. Admitiu que tinha um problema. Respirou. Continuou até que a sua vontade, do seu ego, fosse aceita pelo seu inconsciente, e pela fantasia que o Jung criara: os desmaios.

Ora, a arte é uma neurose estética. Não há racionalidade que preceda a sensibilidase da fantasia na manifestação artística. Da mesma forma que não há fantasia sem um viés artístico, e nisto incluo as neuroses. A arte não é o belo. A arte é reproduzir inconscientes e por isto muito de caráter catártico.

segunda-feira, 14 de março de 2016

REALIZAR-SE NO QUE TEMOS DE PASSAGEIRO

Lendo um maravilhoso livro, descubro que tenho muito da essência do psiquiatra K. G. Jung. Não muitas pessoas o conhecem aqui no Brasil. Digo que ele fez pesquisas na área psiquiátrica com o Sigmund Freud. Já este último, muitos já ouviram falar.

O nome do livro citei algumas vezes e recito agora, "Memórias, Sonhos, Reflexão". A autobiografia do Jung, escrita quando ele contava 83 anos. Ele nasceu em 1875.

Gosto de textos quando o valor do dinheiro para o autor não possui valor algum. Creio ser o caso do Jung nesta idade, neste livro. Disse semanas atrás para a minha mãe, 74, que a velhice honesta transforma o dinheiro em papel quase sem valor. Suponho que este último esteja na saúde tão cara aos anos. Minha mãe concordou. Talvez Jung concordaria.

Jung, no final de sua vida, resume sua existência como um "inconsciente que se realizou", na introdução deste livro. A primeira vez que a li há vários anos, me chamaram a atenção estas palavras. Me encantei de imediato. Amor ao primeiro contato.

Deixei de lado este livro para um momento em que meu próprio inconsciente precisasse se manifestar, como vem fazendo e refazendo recentemente. Realizar-se no que temos de passageiro. Poucos percebem a profundidade desta viagem chamada vida.

Com um "sem querer querendo", estou lendo e descobrindo que os acasos em nossas vidas dizem o que precisamos. São acasos porque a explicação tornaria racional e metódica. Racionalidade pura é típica da psicopatia. Liberdade do nosso e para o nosso inconsciente é sem dúvida aquilo de que precisamos.

Vou entrar estes dias no capítulo em que ele conhece Freud, pag. 130, e fazem pesquisas juntos. Esta liga não deu certo. Houve explosões porque Jung expandia a sua alma; Freud queria a alma do outro uma neurose e esquizofrenia constantes. Freud parecia aprisionar a alma alheia para ter o controle racional. Era só fames e libido. Nada mais. E relembro, tirando a psicopatia, nossa alma são sentimentos em expansão. Reprimir sentimento ou não reconhecer dores e mágoas etc., geram neuroses, inclusive na aparente normalidade.

Deus tem este capricho misericordioso para quem tem o coração sincero. Ouve nosso tempo e nos faz conhecer coisas nos momentos mais adequados. No mês de maio, meus 42 anos adequam a minha alma sempre velha ao corpo envelhecido no homem, e me configuro ideal para este meu presente até meu fim. Quando jovens ainda temos futuro. Quando meia idade, os passos devem ser descalços no chão de terra. É o que faço.

Eu desejo que as pessoas, muitas vezes em dúvidas melancólicas e discretamente angustiadas, tenham a certeza de que os anos se acumulam com os anos. Existe o entardecer, mas não creio no fim absoluto sem deixar de respirar definitivamete. Meus logo 42 anos batem nas pessoas como tarde para si mesmas. Digo que é bobagem a idade. Deixe sua mente livre. Seja humano quando tiver de xingar ou arrotar.

Estou verdadeiramente encantado com "Memórias, Sonhos, Reflexão". Não há melhor maneira de persistir. Não há melhor maneira, senão liberando nosso eu interior, conhecido como inconsciente. Vivo e me delicio. Não haveria melhor momento para ler este livro. Creio profundamente. Mas tem de crer. Creia também, ou outrossim.

Diálogo com um Coxinha

Diálogo "ideológico" entre um destes manifestantes cujo nome preservo, e por falta de criatividade, identifiquei como Coxinha (não gosto deste termo, porque gosto de coxinha). Ele se manifestou em defesa do Aécio Neves que foi expulso da manifestação que ele próprio convocou. Mantive a escrita (sic).
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COXINHA: Atenção, esse ato foi a sociedade civil organizado que convocou! Em outras palavras, gente de bem! Se querem continuar vivendo a ditadura petista, sugiro que se mudem para Cuba

EU: Sugiro que aprenda concordância nominal. E quando aprender a escrever, leia Max Weber e Stefan Zweig. Fascista para cima de mim não...

COXINHA: Amigo, sou engenheiro de formação e exímio gramático! O corretor do teclado, não faz concordância! ... Quem convocou! Não leio estas porcarias! Sugiro estudar atos e deveres jurídicos. Expressei minha opinião, vc optou pela agressão. Isso tem implicâncias jurídicas. Prove o que escreveu. Mais um passo é sofrerá implicações jurídicas na mesma proporção.

"... Quem convocou ...."

EU: Concordância nominal e não verbal. "Sociedade civil organizada".

COXINHA: Não precisa me ensinar o que é concordância. Antes aprenda o que é democracia....

EU: Sua opinião foi "sugiro que mudem para Cuba". Sugiro que reformule suas palavras.

COXINHA: Nossa sério!!! Óbvio que foi erro de digitação! Tão óbvio qto quem liderou o maior esquema de corrupção da estória da humanidade .... Sou muito cartesiano amigo, não é o que acredito (ideologia). São fatos e dados... O cara vira em quem chama subst epcecimo de sei lá o que : mosquita ... Ainda quer me dar lição de moral ... Vai procurar tua turma

EU: Sobre "as porcarias", foram judeus que formularam a Sociologia Contemporânea, sendo que o primeiro foi o "pai" e o segundo se matou no Brasil com a esposa Lotte em Niteroi com medo do Nazismo. Grande estudioso de minha brasilidade cujo livro Brasil, O País do Futuro analisa todo potencial do Brasil se as pessoas tivessem melhor formação. Respeita-os e se retrate perante estes dois grandes estudiosos.

sábado, 12 de março de 2016

A História dará Razão a quem ficar ao lado da Dilma.

A História dará Razão a quem ficar ao lado da Dilma.

Exatamente.

Não estou, por este motivo, ao lado da Dilma. Estou ao lado da História. Da verdadeira História que será recontada pelos futuros pesquisadores nas universidades. Quando digo Verdadeira História, vejo como uma figura de pensamento, já que a verdade na humanidade é algo absolutamente pessoal, o que vale para as opiniões.

De tempos em tempos, os arquivos da História são desfeitos e as intenções escusas desmascaradas e as geraçõea vindouras mais conscientizadas.

Acreditamos até o início dos anos 1980 que Pedro Álvares Cabral se perdeu e sem querer encontrou a Ilha de Vera Cruz, nosso Brasil. Assim como nos propósitos Republicanos de 1889 fazer Tiradentes ser um mártir também da instauração da República. Sem dizer a libertação dos escravos de 1888, de quem não eram escravos, mas sim mercadorias na mesma proporção ideológica do IPhone no olhar do vendedor e possuidor. Os negros de hoje - maioria - vieram fruto deste estigma.

Escolho a voz da futura História do Brasil que será rediscutida em cinquenta, setenta anos. Olharão para traz e perceberão a intensa manipulação e a falta de visão daqueles de direita, ou daqueles que, cansados de saber que estão certos, mas lutando contra o poder mais forte, cedem à opressão do opressor e se rendem. Gasta-se menos energia mental concordar com quem tem o poder econômico e nunca saiu realmente do poder.

Minha posição será das teses de doutorado de como o Brasil foi resgatando milhões de brasileiros que viviam na extrema miséria e foram tendo o prazer simbólico de até comprar ao longo dos oito anos do Lula e dos da Dilma.

Portanto, meu amigo, que é ou virou conservador, seu argumento para cima de mim cansa demais um mundarel de argumentos a favor. Você escolhe "Dia 13" como símbolo da sua históriia pessoal. Eu escolho a História como marca futura do que falarão sobre nossa contemporaneidade. Fico ao lado dos excluídos, fico ao lado da Dilma, fico ao lado de quem resgatou e tirou milhões da miséria. Tenho mais do que fundamento sobre seu fundamentalismo midiático, já que todos seus argumentos vem de onde você ouve e vê. Quando lê, são duas ou três linhas para caber direitinho em sua reflexão, ou seja, manchetes. Leitor de manchetes dos conservadores. Não dá para ouvir seus argumentos.

sexta-feira, 11 de março de 2016

SONHOS E ARQUÉTIPOS

Ela: Flávio do céu sonhei, com o senhor esta noite.

Flavio: Onde, como e o quê.

Ela: Nossa. Não me interprete mal. Não sei o que houve.

Flávio: Seu inconsciente falando.

Ela: Meu, eu fiquei com vergonha quando acordei.

Flavio: Relax. Mas está engraçado.

Ela: Flávio, me desculpa, mas eu sonhei que tinha ficado com o senhor. E não sei por que sonhei isso.

Flavio: Quer hipóteses?

Ela: Meu, estou com vergonha. Eu até estou pesquisando na internet, porque eu não sei. E se eu quero hipóteses? Por favor, me diga.

Flávio: Agora seja sincera porque pode ajudar você no seu nível inconsciente. Quantos anos você tem?

Ela: 23

Flavio: Ser mãe nos últimos anos fez você mudar muitas opiniões sobre a vida antes de ser mãe, correto?

Ela: Sim.

Flavio: E claro que não existe nenhum arrependimenro. Ao contrário. Você ama a maternidade.

Ela: Sim

Flávio: Olha só. Reflita comigo. De algum modo, é por aí a reflexão do sonho. Você me conhece como professor, escritor etc. E vem acompanhando minha separação e até foi solidária comigo.

Ela: Sim.

Flávio: E meu ponto mais fraco nisto tudo da separação é o amor que tenho pelos meus filhos. Acho que no nível inconsciente, este link "amor de filho" eliminou o "professor", o "homem", o "escritor", e restou aquela essência que hoje para você é a sua essência: amor pelos filhos. Então, vamos de essência - como uma coisa pura -, de admiracao e ausente de qualquer malícia... Seu sonho foi um "Arquétipo".

Ela: Sim, concordo. Foi intenso.

Flavio: Espero que lhe traga mais auto-entendimento. É sempre bom mesmo.

Ela: Estou muito sem graça.

Flávio: Acordou apaixonada! Kkkkkkkkkkk. Relaxa. E o que é intensidade para vc?

Ela: Senti muita compreensão, segurança, parceria.

Flávio: Se foi bom para você, esta sensação vai persegui-la por um tempo ainda (pequeno tempo), mas será saudável. Agora, eu tenho uma curiosidade. O que foi "ficar" no sonho?

Ela: Beijos, abraços, diálogo, toques suaves, trocas de olhares, carinho, cuidado. Menos sexo.

Flavio: Cacara! Romantizou mesmo!

Ela:: Mas, Flávio, vou falar para você: acordei outra pessoa. Kkkkkkkkkkkk.

Flávio: Eu tenho certeza. Sabe. Quando damos vida ao nosso inconsciente através de Arquétipos (pesquise sobre Arquétipos na Internet), sentimos mais aliviados. Este sonho arquetípico que você teve pertence à realidade da maioria. Mas poucos sabem interpretar corretamente. Quero que você pesquise na internet algo sobre "Arquétipos" e "Arquétipos Junguianos"

Ela: Ok.

Flávio: Pesquisa também sobre "anima" e "animus" de Jung. Aí você escreve e me fala. Mas você tem que escrever com as suas próprias palavras...

Ela: Está bem.

Flávio: Quando der, me fala...

(...)

Ela: Nossa! Então, pesquisei e citando essa situação como exemplo. Primeira impressão é a que fica, na prática. O que se sobressaiu foi o jeito de como você leva as coisas. Acredito que nunca vi você bravo ou triste, justamente por não conhecer seu outro lado. A minha impressão é de segurança e muito respeito. Isso ficou em mim por um tempo. E vendo o caminho por que você está passando agora, acredito que vi uma certa semelhança com algumas experiências vividas por mim, mesmo sendo muito nova. E acredito que tenho isso como um modelo, podendo até ser o modo de se levar essa vida.

Flavio: PERFEITO! Arquétipos. São nosso arquétipos de nosso inconciente. Você é genial. Tem que estudar mais e fazer faculdade. E me fala da sua "ressaca" sentimental do sonho...

Ela: Hahahahahaha. Olha, sinceramente: mudei meu pensamento. Tenho em mim uma outra sensação. Parece pokemon quando evolui. A sensação que o sonho deu.

Flávio: Positivo então. Gostou do "Arquétipo Junguiano"?

Ela: Parece que me mostrou algo que ainda não conquistei para mim.
E que preciso rever isso como mulher. Eu adoro sonhos. Não estou dizendo isso por causa dessa conversa. Sempre quando sonho, tento ver o que significa para mim. Sempre acho que me mostra algo. Sobre os arquétipos, sim! Adorei. Nunca tinha ouvido falar.

Flávio; Parabéns novamente. Potencialize isto. Você é jovem. Comece a ler bastante. Leia MEMORIAS, SONHOS, REFLEXOES, do C. G. Jung. Leia e aí vai ser outra pessoa. Mas adorei ter falado sobre este assunto com você nesta manhã e ao mesmo tempo você ter descoberto outro Flávio.

Ela: Sim! Muito bom!

terça-feira, 8 de março de 2016

VIVER SOLTEIRO (porque é preciso)

Viver Solteiro (porque é preciso)

Não existe relacionamento possível quando sua vida emocional passa por um processo difícil de reequilíbrio entre o que você é e aquilo que você vai lutar e se dedicar por um tempo para ser. Não é nem questão de tentar namorar ou ficar com alguém. É questão de ter tentado em demasia e excedido limites com muitas marcas, que machucam.

O tempo mostra que as tentativas fracassadas em nossas vidas tornam nossa sensibilidade mais morna com tanta energia gasta. Restaram as experiências. Afinal, um relacionamento a dois deve ser uma confluência de boas energias e apoio recíproco. Alguém dá; alguém recebe. A troca deve existir. E nem sempre a troca é possível. E dei-me por vencido e derrotado pelo meu presente, buscando meu futuro que já é passado há muito tempo.

Meu coração nunca andou solteiro. Sozinho sim, e muitas vezes porque inseguro de encarar o baile da vida apenas com o olhar, sem par para a valsa. Porém, estar sozinho são especulações sem verdades na prática. A própria solidão, que é o extremo de estar só, convive com nossos sonhos noturnos. E eu nunca tive problema de solidão, porque de alguma forma sempre alguém me buscava na minha inocência e eu sem inocência sempre encontrava alguém que me queria.

Relembro uma amiga. Assim que me separei. Disse a ela que se eu ficasse solteiro por muito tempo, eu faria estragos emocionais inevitáveis em muitos corações. Usei o termo "rastro emocional" como herança do meu ponto fraco. Que bom que pude compartilhar com esta minha amiga este pensamento. De certa forma, ela foi a minha consciência que fez ouvir a mim mesmo o que eu intuía.

Nada mais de relacionamento sério. Nada mais de relacionamento. Quando muito uma troca excepcional com toques distraídos de ósculos fugazes desmanchando tudo no ar entre cheiros e sabores. Gosto da expressão que dá nome a um livro sobre a modernidade 'Tudo o que é sólido desmancha no ar'. Existe hoje uma tal expressão de 'pensamento líquido' sobre a qual não me arrisco falar por não ser fã dela. Eu estou pensando muito mesmo em Hegel, e sua Filosofia da História e em Machado de Assis, seu Esaú e Jacó. Filosofia e Literatura. História e Pensamento.

Vontade de abraçar a todos, quem não tem? Amo beijar, mas sei que o toque do abraço é algo fundamental na partida. Para mim, abraço é despedida; e beijo é chegada. Coisa minha. Aos meus amores passados e presentes, fortes abraços. Não cabe mais beijos apaixonados em lábios filosóficos sem cais, sem porto, sem ancoradouro, sem nada que me faça hoje sair do mar. No mar fico e no mar ficarei. À vida, um beijo. Sem ela nada existe. Sem o beijo, nada fica. Por hora, abraços. Muitos abraços.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Esau e Jaco (todorov)

Por que o narrador de Esaú e Jacó quis que conhecessêmos a história, permeada por reflexões filosóficas sobre a História e a Natureza? Ao menos tempo, por que Aires narra seu memorial um história fluida, beirando a reflexão na prosa coloquial?

(História e Discurso. Pag. 211. Análise Estrutural da Narrativa. Tzvetan Todorov. "Mas a obra é ao mesmo tempo discurso: existe um narrador que relata a história; há diante dele um leitor que a percebe. Neste nível, não são os acontecimentos relatados que contam mas  maneira pela qual o narrador nos fez conhecê-los.")