Não vale a pena lutar contra uma batalha perdida. Vale a pena lutar sempre. Vale mais a pena vencer. Sei que batalhas amadurecem, porque experiência é amadurecimento. Quem não aprende com as experiências é como se não as tivesse tido. Passamos no Brasil por um momento rico. Vivemos uma era virtual baseada na mentira e desinformação. Em todos os cantos do mundo. Para os que querem vencer, crie o hábito da suspeita. Mais do que nunca a dúvida será a arma mais podesora nesta guerra. A dúvida, a ironia e uma pitada de cinismo: voltamos às raízes da filosofia Grega. Todo cínico finge crer na mentida. Um filósofo. É uma lindo paradoxo. Crer na mentira. Ambos lados mentem e falam a verdade. Ao mesmo tempo. A luta perdida vem de crer nestas mentiras por verdade. Desconfie, sorria e acene, como os Pinguins de Madagascar. Vamos à luta.
sábado, 13 de outubro de 2018
Mentira
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Ela não é - poema
Ela não é como as anteriores -
Um futuro não sonhado.
Não sei se sofri amores,
Não sei do meu próprio estado.
Estranho já não pensar nela,
Testemunho o alvorecer da emoção.
Há um infinito na janela
E grato fico de manter a razão.
Na janela de minha alma,
Que meu coração vem amando,
Se espero no amor a calma,
Espero sempre nela sonhando.
Podem ser que estes versos,
Um dia me justificam a dor
De hoje sofrer tanto inverso,
Prometido a quem sente amor.
.
domingo, 7 de outubro de 2018
Estar apaixonada
- Estou apaixonada.
- Apaixonada?
- Sim.
- Estado de liberdade total! E prisão também.
- Pois é.
- Eu adoro sentir-me apaixonado.
- Tenho medo da cegueira da paixão.
- Ela cega mesmo. Ela faz o coração e a respiraçao acelerarem. Ela cria sonhos e temores. Ela é um espetáculo.
- Exatamente.
Prazer da cultura
Nunca troquei e nunca trocarei o prazer da inteligência e da cultura, que me trazem paz, tranquilidade, harmonia, por algo que me afaste do destino que sempre escolhi para mim. Não me dou bem com o vazio das coisas, nem com a superficialidade das pessoas. Nunca gostei de agitação, e não seria hoje que a agitação me atrairia. Gosto da calma, que testemunha o mundo. Gosto de momentos de paz. Me causa desconforto pensar em não ser sensível à arte, e a toda manifestação artística. Se tenho a meu favor a palavra, porque escrevo, se tenho a meu favor o gosto estético, porque a arte é Espírito humano, se tenho a meu favor a filosofia, que corrige pensamento, se sinto forte empatia pelo sofrimento das pessoas, e tantas respostas que preenchem lacunas que sempre quis preenchidas, tudo o que intoxica e polui minha mente deve ser insignificante. Pessoas tóxicas para meus valores (e elas não são menos, nem mais), eu me distancio, para nunca mais, senão o ato humano de misericódia comigo mesmo e com elas. Escrevo para organizar minhas sensações. Se posso fazê-lo, por que não? E se posso evitar pessoas e momentos tóxicos, por que não? E se elas buscarem paz por estarem perdidas em suas sensação, eu sempre serei solícito. Sempre fui. E por isso sempre fui confundido, o que nunca me desviou. Creio na felicidade. Tenho meu galardão de felicidade.
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Depoimento
"As aulas de português com o professor Flávio
Sou Ana Heloisa, tenho 13 anos e atualmente estudo na escola Edileusa, que se localiza em Maresias - São Sebastião. Como sou nova, não tive tanto tempo tendo aulas com ele, mesmo assim, pude perceber o quanto suas aulas são especiais. Eu vim da capital. O ensino de lá é bem diferente. É um ensino maravilhoso, complexo também, só que em certo ponto, ele fica sufocante. Estou querendo dizer que estava cansada mentalmente de estudar. Muitos trabalhos, muitas coisas para decorar, muitos assuntos. Quando cheguei nessa escola, fiquei espantada de como os alunos falavam bem sobre o professor Flávio; fiquei um tanto apreensiva, achando que não seria boa suficiente para suas aulas. Tendo a primeira aula com ele, pude ver logo de cara que ele era diferente dos professores de São Paulo. Ele sabe ensinar sem desgastar as nossas mentes, (...). Além de inteligente, sabe respeitar a opinião de todos, também é compreensível e sabe que os alunos odeiam ter de copiar textos enormes (...). Ele sabe ensinar de uma forma que realmente aprendemos. Eu realmente desejo muito sucesso na vida dele, e que possa expressar suas emoções com livros que vendam em todo Brasil."
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
Educacao sentimental
Educação Sentimental 1 - Sentir
Sentir é o início. A emoção existe no momento em que se sente. Nenhuma emoção é imaginada. A ausência de emoção pode ser jma doença 'psicopatia', ou pode ser depressão. Claro que podemos controlar nossas emoções, e daí que vem a importância da Educação Sentimental. Nossos desejos despertam em nós emoções primitivas, como fome, sede, medo, coragem. Emoções superiores vêm de outro nível de desejo mais sofisticado, como amor, vergonha, timidez, introspecção, ódio e vingança. A Educação Sentimental é possível. Podemos aprender vivendo diretamente as emoções, que é o meio inevitável, porque temos relações humanas. Sentir luto ou amor é diferente de saber que as pessoas sentem luto e amor. Mas também podemos ser educados emocionalmente em segunda ordem, por meio de exemplos que vemos ou apreendemos nas relações com as pessoas e na arte. Sofrer por viver o sofrimento ou o amor é sem dúvida mais intenso. Sofrer em segunda ordem, ao assistir a um filme, ler um livro etc., tem impacto menor. Por outro lado, falo sobre Educação Sentimental. Aprender a enxergar nossas emoções e olhar para elas sem o desespero que algumas requerem de nossas reações é possível. Se fosse simples, não seria desafiador. O primeiro passo para olhar para nosso sentimento é admitir que ele existe em nós. Tanto para nós, quanto silenciosamente para o mundo. Sei que nossa fragilidade vem de nossas emoções. Por outro lado, ninguém tem nada a ver com nossos medos e temores, bem como nossas felicidades e amores. Admitir que sentimos emoções é autodisciplinar-se, autoconscientizar-se, auto-olhar-se. Educação Sentimental exige desafios e encontrar-se com nossa fragilidade e nosso lado sombra. Falarei sobre o medo no próximo texto. Assimile bem este texto e pergunte toda sugestão para ficar mais rica a abordagem.
Prof. Flavio Notaroberto
segunda-feira, 1 de outubro de 2018
Porque gosto dela - poema
Porque gosto dela
Por gostar dela?
Não pergunte a mim.
Pergunte a esta força,
Incontrolável,
Que habita as almas,
E busca caminhos
Que levem a sorrir
Para a vida eterna,
Tão bela e florida,
Feito a ponte que liga
A vontade de amar
O olhar inocente
De cada criança
Aberta ao mundo,
Que a terra anima
E faz da ilusão
Bela imaginação,
Que inveja o adulto.
Querer como elas
Viver os momentos
Cobertos, repletos
No que acreditam
Ser a razão de viver
A vida em paz.
Porque gosto dela.