domingo, 7 de outubro de 2018

Prazer da cultura

Nunca troquei e nunca trocarei o prazer da inteligência e da cultura, que me trazem paz, tranquilidade, harmonia, por algo que me afaste do destino que sempre escolhi para mim. Não me dou bem com o vazio das coisas, nem com a superficialidade das pessoas. Nunca gostei de agitação, e não seria hoje que a agitação me atrairia. Gosto da calma, que testemunha o mundo. Gosto de momentos de paz. Me causa desconforto pensar em não ser sensível à arte, e a toda manifestação artística. Se tenho a meu favor a palavra, porque escrevo, se tenho a meu favor o gosto estético, porque a arte é Espírito humano, se tenho a meu favor a filosofia, que corrige pensamento, se sinto forte empatia pelo sofrimento das pessoas, e tantas respostas que preenchem lacunas que sempre quis preenchidas, tudo o que intoxica e polui minha mente deve ser insignificante. Pessoas tóxicas para meus valores (e elas não são menos, nem mais), eu me distancio, para nunca mais, senão o ato humano de misericódia comigo mesmo e com elas. Escrevo para organizar minhas sensações. Se posso fazê-lo, por que não? E se posso evitar pessoas e momentos tóxicos, por que não? E se elas buscarem paz por estarem perdidas em suas sensação, eu sempre serei solícito. Sempre fui. E por isso sempre fui confundido, o que nunca me desviou. Creio na felicidade. Tenho meu galardão de felicidade.

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