Educação Sentimental 1 - Sentir
Sentir é o início. A emoção existe no momento em que se sente. Nenhuma emoção é imaginada. A ausência de emoção pode ser jma doença 'psicopatia', ou pode ser depressão. Claro que podemos controlar nossas emoções, e daí que vem a importância da Educação Sentimental. Nossos desejos despertam em nós emoções primitivas, como fome, sede, medo, coragem. Emoções superiores vêm de outro nível de desejo mais sofisticado, como amor, vergonha, timidez, introspecção, ódio e vingança. A Educação Sentimental é possível. Podemos aprender vivendo diretamente as emoções, que é o meio inevitável, porque temos relações humanas. Sentir luto ou amor é diferente de saber que as pessoas sentem luto e amor. Mas também podemos ser educados emocionalmente em segunda ordem, por meio de exemplos que vemos ou apreendemos nas relações com as pessoas e na arte. Sofrer por viver o sofrimento ou o amor é sem dúvida mais intenso. Sofrer em segunda ordem, ao assistir a um filme, ler um livro etc., tem impacto menor. Por outro lado, falo sobre Educação Sentimental. Aprender a enxergar nossas emoções e olhar para elas sem o desespero que algumas requerem de nossas reações é possível. Se fosse simples, não seria desafiador. O primeiro passo para olhar para nosso sentimento é admitir que ele existe em nós. Tanto para nós, quanto silenciosamente para o mundo. Sei que nossa fragilidade vem de nossas emoções. Por outro lado, ninguém tem nada a ver com nossos medos e temores, bem como nossas felicidades e amores. Admitir que sentimos emoções é autodisciplinar-se, autoconscientizar-se, auto-olhar-se. Educação Sentimental exige desafios e encontrar-se com nossa fragilidade e nosso lado sombra. Falarei sobre o medo no próximo texto. Assimile bem este texto e pergunte toda sugestão para ficar mais rica a abordagem.
Prof. Flavio Notaroberto
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