Talvez para Sempre
Uma dia talvez. Mas hoje não. Por você. Por mim. Um dia talvez. O que já existiu foi belo, lindo, intenso, maravilhoso. Quero tanto. Mas ao mesmo tempo preciso me amar mais do que tudo. Você possivelmente (possivelmente) seja a única exceção dos meus anos a quem eu dei espaço para planos e vida juntos. Meus anos presentes e futuros. Por hora fico dividido entre seus sentimentos, sua formação, sua felicidade e bem-estar. E minha vida pessoal? Quando estou próximo a você, minha vontade é a de ficar sempre. Já disse. Quando me aparto, ela enfraquece. Não porque não queira mais. Porque preciso me amar. Não teremos mais vidas juntas. Não dá mais. Daria. Mas me machuca o seu "nao te amo". Bem como o "não quero ficar com ninguém". Eu queria ficar com você. Mas acho que não quero mais. A solteirice e a ausência de seu amor por mim me colocaram os pés no chão. A vontade foi diariamente minguando. Sobra ao coração apenas aquela saudade dos meses que nos conhecemos naquele turbilhão de emoções. E o fato de você ter me "permitido" ficar com alguém demonstra que não posso ficar com você porque na verdade eu estaria traindo o alguém com quem eu ficaria. Ela não merece ser segunda opção. Maturidade seria não brigarmos. Mas entrar em nosso coração e escolher estas decisões. É isto aí. Não dá para terminar. Não existiu. Foram sentimentos. Não comprometimentos. Foram emoções. Não dedicação recíproca. Nao há o que terminar. Somente trabalhar os sentimentos e usar as emoções como memórias. Verdadeiramente. Me sinto hoje bem mais livre. Não se pode sofrer por um sentimento apenas sem comprometimento. Bem. É isto. Considero-a mais do que amiga, e menos alguém com quem eu quero uma vida comprometida agora. Você mesma me lembra que não sabemos o dia de amanhã. Mas sei o que quero hoje. E hoje não quero - mais do que nunca - deixar a liberdade de amar a mim mesmo no pouco que me sobra de minha individualidade.
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