Nesta semana, na aula do mestrado em Comunicação, percebi o quanto fiquei realmente sem estudar formal e direcionadamente. Desde 2000. Talvez 2001. Minhas referências de leitura em filosofia, sociologia, análise literária, psicologia etc. ficaram lá naquela época. Veio um saudosismo. Quinze anos praticamente. A forte vontade, porém, de ver o lado bom que existe em tudo me empolga. Tudo. Sem exceção. Tudo tem seu lado positivo. Tendo a valorizar o lado positivo. Caindo na real que todas as minhas referências de leitura pararam em 2000, e eu buscava sempre em anos anteriores o que havia lido, aprendido, refletido etc., bateu angústia, como ainda me incomoda neste momento. Mas aí eu lembro que tenho a oportunidade de recomeçar e me anima demais. Ao invés de lamuriar, buscar em um tempo mais curto superar e ainda continuar útil na sociedade e na vida. Eu não tenho arrependimentos, senão bem pontuais e não de minha vida pessoal. No todo, sou grato à minha história que me fez uma constante expansão de ideias, pensamentos e humanidade. O tempo deixa as pessoas mais limitadas. O mesmo tempo me expandiu internamente. Peço muito a Deus paz para que as coisas se ajustem aos poucos e eu possa me dedicar cada vez mais à leitura. Ler. Conhecer. Até o momento final de saber a razão de tudo. Enquanto isto, agradecer o instrumento que Deus me fez em Suas mãos.
sábado, 28 de fevereiro de 2015
Expandir
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Perdão...
Um dos temas que mais gosto, além da gratidão, é poder refletir sobre o perdão. Olha que tanto a gratidão quanto o perdão não se aproximam em termos de finalidade. Mesmo porque na gratidão você é passivo e no perdão você é ativo. Imaginem os discursos:
- Sou grato a você.
- Eu perdôo você.
No primeiro você foi ajudado, e reconhece o amor altruísta do outro; no segundo, seu coração (para a sua vida) superou o orgulho, a raiva, a frustração, a decepção, porque no fundo você preferiu não desistir do outro, perdoando-o. E aí liga-se o perdão à não desistência.
A todo momento, pessoas pedem intimamente para que não desistam delas. Seja na relação pai x filho, homem x mulher ou entre amigos. Eu tenho a minha mãe como meu maior exemplo de não desistência: ela persistiu e o filho, eu e os demais, transformou os desgostos em luta e esperança.
Outra pessoa que não desistiu de mim foi meu primeiro patrão, em 1997, que foi meu professor e mentor profissional, o professor Miro. Somente ele soube ver que eu poderia ser um excelente profissional. Ainda estou aprendendo.
Se for perdoar, portanto, que seja para não desistir. Quanto à gratidão, para mim é a principal virtude do ser humano. Sou grato e por este motivo gosto de agradecer. Aliás, hoje à tarde derramei lágrimas literais no carro ao suplicar ajuda a Deus. Por que chorei? Eu me senti egoísta e ingrato. Deus tem me ajudado muito. Enormemente. Chorei, pedi perdão e em seguida agradeci a Deus. Por tudo. Cada segundo.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Apologia a quem amo
Posso falar algo que eu sempre penso sobre amor e sedução? É meio bizarro.
Eu sempre olho para aquelas faixas pregadas em postes "trago seu amor em horas", "amarração para o amor" etc. com olhar bem reflexivo. Eu creio nisto, sabia, em amarração como fazendo a pessoa zumbi, caso a pessoa não tenha real força espiritual com Deus. Pois bem. Aí eu sempre penso:
"Se a pessoa volta a alguém ou fica amarrada por magia, trabalhos etc., não há amor na relação. Ou seja, a essência da pessoa presa e a verdade dela não existe. Sem essência, sem verdade. Sem verdade, sem amor. E uma hora nós acordamos."
Penso, então, no amor de Deus. O que é para mim o amor de Deus?
Olha que louco!
Deus é amor e Ele quer que nós o amemos incondicionalmente. Para isto, ele nos deixa escolher amá-Lo ou não. Ele nos deixa livre para que nossa essência esteja com Deus. Para amar verdadeiramente Deus é fundamental uma profunda experiência com Ele. Porque, desta forma, Ele nos tem verdadeiramente.
Em resumo. Eu quero dar minha essência a quem eu amo. Quero estar com quem eu amo por escolha, sempre sendo quem eu sou. Em troca, claro, eu quero a essência da pessoa, que eu amo para mim também. Verdadeiramente. Nada de seduzir, hipnotizar, amarrar. Amar afinal é sacrifício.
Aprendi - aliás, hoje no mestrado - que sacrifício é o "ofício para o sacro, uma experiência religiosa". Amar realmente é uma relação de profunda troca de essências. Faltou de um lado, um vai sofrer. E sofrer não é bom. Sofrer em silêncio principalmente.
Nossos Momentos
Momentos. Eu tenho uma bela relação com a expressão "haverá momentos". Acho belo ainda quando arrebatamos com "na sua vida." Fica bonito em um discurso:
- Haverá momentos em sua vida!
Mais belo ainda quando o orador se inclui:
- Haverá momentos em nossas vidas!
De momentos somos, em momentos vivemos, para os momentos nos preparamos, sobre os momentos falamos, com os momentos construímos nossas memórias, que aliás são o nosso ser.
Ontem tive meu momento de descoberta. Não quero compartilhar o detalhe. Seria para mim até expurgante. Incrivelmente eu (todo cheio de enxergar com precisão os detalhes), buscava olhos alternativos para uma escolha alheia à minha. Me aconsiderava certo. Estava errado, no entanto. Admiti o erro. Consertei as coisas e o resto agora são memórias para reflexões e aprendizagem.
Existem momentos em nossas vidas... Alguns até perdemos. A arrogância me permite confessar que são raros os momentos que perco. Falei ontem que sou uma pessoa de ação. Proponho ações que pessoas demoram anos. Eu em meses já acho razoável, por exemplo, as pessoas se casarem se ambos sintirem verdade, companheirismo, sintonia emocional e bons cenários futuros. Loucura!, para a maioria. Mas podem ser momentos.
Ontem, de forma bela e inesperada, um amigo meu, com quem eu convivo há sete anos no trabalho, me disse que uma das minhas funções neste mundo é "inspirar as pessoas". Não foi bajulador. Ao contrário. Os momentos? Percebi que, além de meus momentos, eu motivo as pessoas terem os momentos delas. Gostei disto. Meu amigo me fez também descobrir algo que já sentia. Este momento ficará outrossim em minhas memórias.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Envolveremos
Partiremos.
O ar cobrirá. De dentro.
Os olhos sentirão o frescor.
A partida bela, sonhadora.
Partiremos.
Um pequeno vazio da dúvida.
Não há pensamento sem ela.
Nada há, não há senão, sem ela, porque dela criamos tanta imaginação.
Partiremos com ela, a dúvida.
Não há sensação que não saia sem destino.
Partiremos.
Na ida retornaremos ao reencontro do que nunca fomos, senão ela, a dúvida de sempre ser uma partida.
Partiremos.
Fugiremos.
Esqueceremos.
Seremos o retorno.
De tão óbvia de tão difícil.
Amo as lágrimas... elas são partidas. Fala-me uma lágrima de chegada.
Ah, há a lágrima chegada
Para um dia partir.
Ir. For. Vá.
Chegaremos.
Partiremos.
Estaremos.
Seremos.
Iremos.
Exato. Exatamente.
Que os olhos sintam o frescor do ar que nos envolve por dentro.
Nos envolveremos.
domingo, 15 de fevereiro de 2015
Amar depois de velho
Ao amor. Ao amor que edifica. Amar depois de velho desafia a lógica. A lógica da credibilidade. O que se entende por crer até então nos sentimentos confusos, o amor maduro desfaz e bota no lugar algo mais forte do que o enigma das pirâmides e de quem acendeu o pavio do Big Bang no universo. O amor maduro existe. O amor sempre pode realmente existir e aqui vão algumas características.
O REENCONTRO
Aquele dia em que fui aí à tarde à sua casa... Eu olhei você de longe. Sorri com a alma. Queria que você viesse mais rapidamente. Ansioso. Você vinha lentamente. Me olhou umas três vezes ao longe. Arriscou alguns sorrisos. Percebi então que queria me ver. Senti-me adolescente apaixonado. Com medo. Tive medo de algo frio. Como colocando-me no meu lugar. Aí você abriu o portão. Quis beijar você. Eu a respeitei. O amor deve respeitar o outro, senão é invasão. O amor deve ser troca, senão agressão. Amor deve ser entrega, senão alguém sofre por não querer ou por humilhar-se demais. Dentro disto, e agora que entendeu um pouco do "acaso" filosófico como parte de uma teoria, posso falar para você que quando eu li naquele texto a palavra "acaso", instantaneamente eu pensei em Deus. O nosso "acaso" possivelmente foi Deus. E hoje eu abro meu coração para você na verdade de ser acolhido e não mais julgado e condenado. Eu quero isto também de você. Gosto de escrever. Se deixar eu escrevo um livro. Vou parar por agora.