quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Perdão...

Um dos temas que mais gosto, além da gratidão, é poder refletir sobre o perdão. Olha que tanto a gratidão quanto o perdão não se aproximam em termos de finalidade. Mesmo porque na gratidão você é passivo e no perdão você é ativo. Imaginem os discursos:

- Sou grato a você.

- Eu perdôo você.

No primeiro você foi ajudado, e reconhece o amor altruísta do outro; no segundo, seu coração (para a sua vida) superou o orgulho, a raiva, a frustração, a decepção, porque no fundo você preferiu não desistir do outro, perdoando-o. E aí liga-se o perdão à não desistência.

A todo momento, pessoas pedem intimamente para que não desistam delas. Seja na relação pai x filho, homem x mulher ou entre amigos. Eu tenho a minha mãe como meu maior exemplo de não desistência: ela persistiu e o filho, eu e os demais, transformou os desgostos em luta e esperança.

Outra pessoa que não desistiu de mim foi meu primeiro patrão, em 1997, que foi meu professor e mentor profissional, o professor Miro. Somente ele soube ver que eu poderia ser um excelente profissional. Ainda estou aprendendo.

Se for perdoar, portanto, que seja para não desistir. Quanto à gratidão, para mim é a principal virtude do ser humano. Sou grato e por este motivo gosto de agradecer. Aliás, hoje à tarde derramei lágrimas literais no carro ao suplicar ajuda a Deus. Por que chorei? Eu me senti egoísta e ingrato. Deus tem me ajudado muito. Enormemente. Chorei, pedi perdão e em seguida agradeci a Deus. Por tudo. Cada segundo.

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