domingo, 15 de fevereiro de 2015

O REENCONTRO

Aquele dia em que fui aí à tarde à sua casa... Eu olhei você de longe. Sorri com a alma. Queria que você viesse mais rapidamente. Ansioso. Você vinha lentamente. Me olhou umas três vezes ao longe. Arriscou alguns sorrisos. Percebi então que queria me ver. Senti-me adolescente apaixonado. Com medo. Tive medo de algo frio. Como colocando-me no meu lugar. Aí você abriu o portão. Quis beijar você. Eu a respeitei. O amor deve respeitar o outro, senão é invasão. O amor deve ser troca, senão agressão. Amor deve ser entrega, senão alguém sofre por não querer ou por humilhar-se demais. Dentro disto, e agora que entendeu um pouco do "acaso" filosófico como parte de uma teoria, posso falar para você que quando eu li naquele texto a palavra "acaso", instantaneamente eu pensei em Deus. O nosso "acaso" possivelmente foi Deus. E hoje eu abro meu coração para você na verdade de ser acolhido e não mais julgado e condenado. Eu quero isto também de você. Gosto de escrever. Se deixar eu escrevo um livro. Vou parar por agora.

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