Algo que definitivamente me cansei é de ser machucado. Eu não machuco. Se alguém se sente machucado por mim, tenho certeza absoluta que a causa não foi eu. Foi ela mesma que foi além do que eu podia. Agora, o contrário existe. Por uma razão bem pessoal: minha sensibilidade à vida não se aproxima nem um pouco, e para falar a verdade, fica longe do sentimento de ódio, raiva, vingança, destruição emocional. Agora, o contrário existe. Um exemplo é de minha ex-mulher que inconscientemente faz de tudo para me destruir emocionalmnente como homem e como ser humano. Compaixão zero. Zero mesmo. Nem um pouco daquela resquício de "no fundo o Flávio não é mau." Eu me cansei disto. Nem a machuquei em momento algum em nossa separação. Aliás, ela pediu para se separar, aceitei imediatamente. O casamento me destruia por dentro e por fora. E ainda continuo compartilhando o mesmo teto. Ela já foi sozinha para a Europa duas vezes; foi para os Estados Unidos uma vez; foi para o Chile sozinha. Sim, continuou estudando as pós-graduações dela. Ela trabalha. Ganha bem. Na verdade, foi ela quem pagou tudo isto. Já a despesa da casa e o resto ficou comigo. Ela quis se separar porque eu a traia na Internet. Dou aulas para milhares de alunos. Fazia sempre questão de falar de minha ex para todos os alunos. Justamente para evitar o assédio. Sem dizer que estava gordo, doente, acabado, um trapo humano por causa deste meu problema de assédio. Inconscientemente não queria roupa, perfumes nem nada. Aliás, passei na USP novamente em 2012. Apoio da parte dela zero. Publiquei meu livro Contos Suaves. Apoio da parte dela zero. Aliás, bem pior: ela pediu a separação porque uma amada amiga minha, Renata Oliveira, que fez o prefácio do meu livro, e nunca mais quis falar comigo, declarou em seu blog que foi apaixonada por mim. Exatamente. E nestes 15 anos de casado, os últimos meus últimos dois fui "do lar": lavar louça e cozinhar e ajeitar a casa. Ela me disse que não me amava em abril de 2014. Mas não me amava fazia tempo, segundo ela. Eu aceitei, oras. Não ama, beleza. Mas ela não poderia ser mais madura? Já na primeira semana: um aniversário de uma amiga e depois foi na Virada Cultural ver o irmão... E toda semana algo, sair etc etc etc. Não daria para me preservar emocionalmente um pouco. Em julho ela e minha filha foram para a Europa com um casal de amigos gays sendo que um deles sempre foi muito íntimo dela. Será que eu estou realmente errado? Sem dizer que ficou de trocar de afetos por email com um amigo dela já em junho e foi tomar uma cerveja com outro amigo, o Juliano, que é casado e sem dizer que saiu com uma pessoa, que aliás eu conheci, e ela foi justemente sair com ele e assistir a um filme que eu indiquei para ela assistir! E depois foi viajar para o Rio um mês depois de voltar dos 20 dias da Europa. Eu disse que iria fazer uma tatuagem: na mesma semana ela vai e faz uma para ela. E no inicio de ano, depois de sair com este conhecido em comum, ,no dia seguinte vai sizinha ficar quatro dias em Florianopolis. Eu a busco com meus filhos no aeroporto. No outro dia ela me diz que vai sair a tarde. Eu mato a charada. "Com alguém?". "Sim.". Eu insisto e ela revela: nosso conhecido em comum, médico. E pior: chega em casa falando do filme como se eu fosse a pessoa mais insensivel deste mundo! E não entende minhas dores: sou obrigado até a pedir desculpas, e no dia seguinte quando falo que vou sair de casa, é aquilo "não saiu ainda porque não quis!" e fico colocando a desculpa em meus filhos. Detalhe: falo que a pós dela custa 690/mês e mesmo assim, eu fico em casa porque eu quero... Mas aí tenho que ponderar, né? Ela me lembra sempre que a culpa é minha. E sou obrigado na quinta-feira a assistir ao filme que ela foi ver de mãos dadas e bocas grudadas com o médico conhecido em comum... Penso comigo: por que há esta necessidade de me deatruir? Eu vi os emails dela com trocas carinhosas de afeto com uma pessoa (nada comprometedor), mas do tipo "estava pensando em vc agora", "um abraço bem forte", "um grande beijo". Não. As pessoas podem e devem fazer o que quiserem. Ele me disse: "Flavio, saia com alguém!" Eu sai. Com muitos algunés, aliás. Ela me disse: "enquanto você estiver em casa, eu não vou sair com ninguém." E cansa tudo isto. Aí ela sai, e eu sou o machista. Eu só queria que ela entendesse que eu estou feliz solteiro. Quero sair de casa o mais rápido possível. Não quero testemunhar ela saindo de shorts curtos, botas, camisa curta para ir ouvir rock and roll do bloco 77 e chegar quase onde da noite, depois de tomar umas cinco cervejas, ou sair para se encontrar com uma paquera enquanto eu fico no mesmo teto com meus três filhos, ou das outras vezes que saiu com o amigo gay dela o domingo inteiro e chegou depois das onze! Ou todo sábado no mínimo às dez da noite depois de ficar o dia todos na pos graduação dela. Já me chamaram de todo tipo de coisa, sem que o "falta de amor próprio" é o que mais me machuca. Bem, eu acho surreal. Oras, quer se separar! Beleza: para tudo! Começa do zero. Dá um tempo para nos estruturarmos! Eu quero também. Mas o que na verdade minha ex quer, é me ver destruído emocionalmente. Ela não suporta a minha felicidade. Ela sempre vai negar. Eu invento. Eu crio ilusões... Bem, a mãe dela morou com a gente por anos. E testemunha tudo. Ah, e as chantagens são as piores que se possa imaginar. Me traumatizou com as tentativas dela de se entupir de remedios para se matar ou fugir de casa em qualquer discussão. Ah, eu só quero poder sair de casa. Na boa. E viver minha vida. Mas ela quer a minha... bem, não me aguenta ver bem no mundo. Estou cansado, exaurido... Confiando, por isto, só em Deus.
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