domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pico do Jaraguá

Pico do Jaraguá. Quem nunca aqui em SP não ouviu falar? E dos milhões, quem não já pensou um dia ir lá? E quem foi?

O paulistano tem esta relação com os lugares. Não me assusta meus parceiros da periferia de SP nunca ter ido à Av. Paulista, Pq. Ibirapuera, Museu do Ipiranga, Mercadão Municipal. Falo de causa própria. Fui conhecer estas coisas depois de velho.

Lembro: a vida passa. Morreremos. O que sobrará? Aqueles sentimentos bons de agradecimento. Hoje tive mais um destes momentos. Satisfação. Paz. Subida. Descida. Solidão acolhedora.

Subi caminhando os 5km até o Pico do Jaraguá. Veja só a importância. Aos 40 anos, todos eles vividos em SP. Trinta na zona leste, três na zona sul e sete na zona oeste. Adquiri um conhecimento de SP para poucos por isto. O paradoxal: definitivamente não amo SP. Não culpo quem ama, não me culpo.

Meu sacrifício nela é contrário ao meu bem-estar. Ela me suga; eu sobrevivo. Sou paulistano em todos os sentidos, porém. Por isto quero explorar e exploro minha cidade como observador. Meu primeiro livro, Contos Suaves, fala sobre ela.

Aí a dica. Pico do Jaraguá. Sentir. Viver os diversos picos de sentimentos em uma subida e uma descida. Ao menos a cada quinze dias, minha alma exigirá a natureza em meus sentidos. Assim, talvez, sentirei saudades de minha cidade. Minha cidade sem fim...

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