terça-feira, 4 de agosto de 2015

Mágoa, Rancor, Raiva, Ódio

Mágoa, Rancor, Raiva, Ódio

Ficar destilando mágoas traz o benefício do alívio. Nem sei se sou adepto a este tipo de alívio porque ele engana quando a mágoa vira rancor. E rancor é doença emocional.

Como a maioria das coisas na vida, toda mágoa vem de um passado, semelhante a um arrependimento, a uma frustração, a uma desilusão que se iniciou uma ilusão. Entre o passado de mágoas e o futuro dos sonhos, o presente é puxado para ambos os lados. Evidentemente, estamos muito mais no passado. Evidentemente o rancor é todo o mal do passado dominando a vida presente. Que Deus nos livre de todos os rancores.

Mesmo porque, viver no passado remete à nossa origem, ao nosso começo, à nossa eternidade paradoxal de ter sido o que somos neste exato momento. O futuro? Está lá longe como realidade do Fim do Mundo, da implosão do Sol em Super Nova, de algum cataclisma avassalador na Terra ou caos Apocalíptico desfazendo tudo que é orgânico em nosso mundo em complexos elementos químicos instáveis buscando equilíbrio. A tendência do Universo é sempre o equilíbrio, isto é, menos gasto de energia. Nosso futuro vem com esta esperança: equilíbrio.

Falar de nossas mágoas ajuda sim no equilíbrio das frustrações emocionais do passado e que algumas pessoas fizeram com a gente. Insistir sempre nestas mágoas pode ser um sintoma de rancor, que é tão angustiantemente destrutivo quando a Super Nova do Sol em alguns bilhões de anos. Rancor, ódio, raiva é esquecer o futuro, anular o presente, aniquilar as origens de nosso passado e gastar boa parte de nossa energia no mal alheio.

Delicie-se na comida, na bebida, na vida que passa e nos diversos complexos sentimentos dentro de nós, sendo nenhum exclusivo a nós. Todos os sentimentos são compartilhados. Ninguém imune nem ao frio, nem à fome, nem à dor. Frio a gente dá um jeito de se cobrir, fome tem que comer algo, a dor devemos sentir como a fome e o frio. Quanto menos mágoa e sem nenhum rancor, ela passa mais rapidamente. Não é reprimir a dor - comum às mulheres. É visualizar o futuro em uma viagem, em um novo projeto, em algo que agregue coisas boas às pessoas, até mesmo um projeto social. Neste caso, cada qual deve buscar visualizar seu futuro diminuindo as mágoas do passado. Vida que segue. Vida que se repete. Ciclo que inicia e termina. Ciclo do sol, que nos aquece e nutre a terra com semente para nos dar o que comer. Já a dor... Paciência, né. Que as mágoas durem pouco e que nunca virem rancor, ou ódio ou raiva...

Um comentário:

  1. Talvez, mesmo, o presente não deva buscar inspirações no passado e nem futuro. Que possamos, ou tentemos, apenas meditar sobre as maravilhas que o presente nos oferece!
    Como dizem, o passado se foi e o futuro ninguém sabe! Por isso, o agora se chama Presente! Abra esta caixa e curta o seu conteúdo vivo e cheio de maravilhas, meu amigo! Não percamos esta chance!!! ;)

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