quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Sentimentos Indescritiveis

Há sentimentos indescritíveis. As palavras não vem.

Dizem que não devemos dar nome àquilo que temos de mais sagrado. Falo em relação ao mundo místico. Culturas indígenas e tribos africanas ou do suldoeste asiático ainda vivem o poder do nome sagrado, do sentimento sagrado, da vida sagrada.

No Velho Testamento, quando Moisés pergunta a Deus:

- Como devo chamá-lo?

Deus respondeu:

- Fala que o Eu Sou disse.

Amor é algo sagrado. Bonito. Sentir amor traz a mesma sensação de não nomear o que arrebata a alma.

Talvez por este motivo falamos tanta bobagem ao amar e nos sentimos tontos e imbecis depois. Desespero e temor de abrir nossa alma?

Eu digo logo "Eu te Amo" sem frescura e sem medo do nome. Oras! O que se espera de um encontro entre duas alma? Minha melhor tradução para o indizível é trazer o amor ao nível que eu acho ideal.

Aprendi a canção do Cazuza e a expressão "É que eu preciso dizer que te amo..." desta forma: precisava dizer sem saber como.

Aliás, abaixo, a passagem de Moisés conversando com Deus no Monte Sinai:

"13. Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?

14. Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós."

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