Há sentimentos indescritíveis. As palavras não vem.
Dizem que não devemos dar nome àquilo que temos de mais sagrado. Falo em relação ao mundo místico. Culturas indígenas e tribos africanas ou do suldoeste asiático ainda vivem o poder do nome sagrado, do sentimento sagrado, da vida sagrada.
No Velho Testamento, quando Moisés pergunta a Deus:
- Como devo chamá-lo?
Deus respondeu:
- Fala que o Eu Sou disse.
Amor é algo sagrado. Bonito. Sentir amor traz a mesma sensação de não nomear o que arrebata a alma.
Talvez por este motivo falamos tanta bobagem ao amar e nos sentimos tontos e imbecis depois. Desespero e temor de abrir nossa alma?
Eu digo logo "Eu te Amo" sem frescura e sem medo do nome. Oras! O que se espera de um encontro entre duas alma? Minha melhor tradução para o indizível é trazer o amor ao nível que eu acho ideal.
Aprendi a canção do Cazuza e a expressão "É que eu preciso dizer que te amo..." desta forma: precisava dizer sem saber como.
Aliás, abaixo, a passagem de Moisés conversando com Deus no Monte Sinai:
"13. Então disse Moisés a Deus: Eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi?
14. Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós."
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