Tocar a alma dela não foi o maior dos encantos.
Foi quando ela sorriu a alma ser tocada.
Simplesmente sorriu para em seguidar lacrimejar.
Sentiu-se amada.
Quis dizer-me que me amava.
Eu sorri também.
Ela não me disse nada.
Continuei falando parte com os dedos em sua face ainda rosada.
Ela sentada.
Eu em pé.
"Chore o amor que sinto, porque hoje estou feliz e amanhã, uma hora, entristecerei. Hoje você me faz feliz." - foi o que pensei e ainda pensava.
Aos poucos, a dor aliviava, da perna esquerda que doía, puerilmente machucada na calçada.
Ela ergueu-se com a normal dificuldade.
Com os cabelos solto o vento brincava.
Ela não sabia ainda que tanto me amava.
Eu quem não pôde saber amar e sorri a tristeza da partida.
Sorri como quem diz e não entende nada do amor.
Ela sorriu de volta.
Nunca mais nos vimos as almas repentinas e encantadoramente encantadas.
Foram boas lembranças.
Boas, fugazes, esfumaçadas.
terça-feira, 1 de maio de 2018
Tocar a alma dela
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