Por algumas razões, tenho preferido (e certamente irei preferir) mulheres maduras. Aqui restrinjo a idade e o modo de pensar. Há mulheres que pela idade mais velha deveriam corresponder à maturidade natural. Há mulheres com pouca idade cuja maturidade assusta positivamente. Essas são um perigo para homens maduros. As jovens eu descarto. Elas têm a vida pela frente. Por mais madura que sejam, não me sinto bem em roubar-lhes os anos. Já tive os meus. Os próximos anos que me restam serão exclusivamente meus. Posso compartilhar. Mas não darei meu tempo para mais ninguém. Não quero perder meu tempo, não é justo, portanto, iludir a juventude com minha maturidade e elas perderem o tempo delas. Descarto e logo sou descartado. Uma mulher madura, indo para a casa dos quarenta anos, ou já nela, mãe, que gosta de ler, de filmes, de conversar, entende o bom humor irônico leve, pensa a realidade dentro e fora, não se precipita em querer ter razão e nem se fragiliza diante do equívoco, tem pequenos bons gostos acolhedores. Enfim, essa a lógica de uma mulher madura, não somente na visão de mundo, como também na idade. Claro que tem a doçura que atrai. Atrai como um encanto. Até as primeiras palavras. Não estou nem um pouco preocupado com somente doçuras. Gosto apenas de idealizar. Refletir a respeito para não entrar em contradição e deixar-me seduzir pelo que eu no fundo não quero. Uma mulher madura é tudo de bom para um homem chato e exigente, que sabe botar vírgula naquilo que escreve.
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