domingo, 3 de fevereiro de 2019

O Choro é Livre

O choror é livre. Mas o choro sempre diz algo. Agora aqui no ônibus, voltando para Arujá, uma pessoa percebeu que perdeu o cartão e, sem saber o que fazer, começou a chorar, sentada a um banco de mim. Ao meu lado um jovem, que entrou com ela, procurava desesperado o cartão na carteira. Nada. Olhei para ele e ofereci-me para pagar. Ele aceitou. Dei 20 reais. Falei para dizer à mulher que ele havia achado na carteira. Mostrou-lhe a nota. 3la pegou e enxugou as lágrimas. Parecido com a resposta positiva da cura de uma doença. Tipo alívio. Não dou para bom samaritano. Nem para ninguém. Eu apenas gosto de escrever as crônicas do dia-a-dia. Minha longa vida atigiu algo como o zênite das reflexões que envolvem os mistérios da compreensâo humana. Não me seduzo por nada que não seja o bom, o belo, o puro, o simples, a verdade, a arte, o sincero, o amável, a humildade. Em tudo neste meu atual momento. Do amor ao conhecimento. Onde não há o bem, eu não me sinto presente. Não foi em vão quebrar o carro hoje cedo e vir de ônibus, o que não tira de mim a dor de cabeça de arrulá-lo amanhã.

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