Não há idade para amar. Mas há idade para recolher-se cedo na cama. Do pessimismo ao otimismo, amar e dormir cedo não se excluem, mas trazem um pouco de pessimismo, já que subentendem-se a ausência, ou a presenca apenas de nós mesmos. Soa como o fim, fim da vida. Ao fim da vida, o pessimista vencerá. Velando ou levado, apontará o dedo insistindo para nós "eu sabia!" Enquanto estamos por aqui, por que não deixar as circunstâncias ao menos tentarem? Este dias disse a alguém que todos os bilionários, milionários, gente famosa e com qualquer dose e sucesso, encontrou o elemento sorte, que foi determinante. Me vêm à mente as palavras dos Racionais "inteligência e personalidade, mofando atrás de uma grade." A cancão é Eu tô Ouvindo Alguém me Chama. Há tantos gênios escondidos, muitas vezes entregues a um vício, ou à paz interior, ou à recusa de ser além. Está por aí, e não teve aquele elemento sorte que o tirou da obscuridade no momento em que ele sairia traquilamente. O Zeca Pagodinho me encantou recentemente. Disse ele que o sucesso passou longe de sua cabeça e que não quis em momento algum perder sua liberdade. Endireitou-se um pouco quando percebeu que havia pessoas que dependiam dele para trabalhar. Assim, equilibrou-se entre a fama e a liberdade.
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