quarta-feira, 7 de março de 2018

Um pouco de neurologia

Um pouco sobre neurologia, para quem tem curiosidade e se interessa pelo assunto. Não sou expert, nem estudioso. Sou leitor apenas. Leio estudos recentes sobre o funcionamento do cérebro humano e escrevo e falo como quem é curioso. Claro que agragam muito estas leituras em minhas aulas de inglês e de português. Aprender como o cérebro assimila e apreende é de enorme valia aos alunos. O ponto sobre o qual quero falar é bem esclarecedor. Cada pequena região e nosso cérebro tem fome por estímulo. Qualquer vício, neste sentido, é um desejo por estímulo que o viciado não tem mais controle, não consegue mais inibir com a autonomia de sua própria vontade. Nosso cérebro é sedento por mensagens sensoriais. A ausência de estímulo causa choque e fiação cruzada, porque aquela parte do cérebro que deseja estímulo pode invadir outras áreas que está sendo estimuladas. Isso é comum nos amputados. A pessoa não possui mais todo o membro inferior direito, mas o cérebro possui ainds os neurônios que estimulavam os dedos dos pés, a sola do pé, o calcanhar, a panturrilha, o joelho, a coxa, as articulações dos ossos, os tendões. Foi arrancado o membro inferior inteiro, mas as redes de neurônios que respondiam aos estímulos ainda permanecem no cérebro esperando alguma dor, alguma força, algum agachamento, o calor do sol, a depilação, o corte e unha e todas as infinitas possibilidades dos mais variados estímulos naquela parte do corpo, que não está mais lá no corpo. Então estes neurônios, desesperados, permitem serem invadidos por outras partes do corpo, geralmente a mais próximo. Exemplo. A rede sensorial dos pés está ao lado da rede sensoria da genitália do homem. Um paciente que perdeu o pé, passou a ter orgasmos extremamente mais potentes, porque, além dos neurônios normais, aqueles neurônios dos pés foram invadidos pelos da genitália. Imagine um milhão de neurônios para o orgasmo. Agora, com os neurônios dos pés para o orgasmo, imagine 10 milhões de neurônios! Claro que somos tentados a ter esta experiência meio bizarra. Por isso a importância de estimular o cérebro em várias frentes. Leio muito, intelectualizo-me sempre que posso, e agora agrego atividades de treinamento muscular semi-intenso. Vou estimulando. Nem é questão de ganhar algo. É apenas saber, agregar e viver.

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