sexta-feira, 25 de março de 2016

A Idade que nos Permite

A idade que vem nos permite refletir o agora já velho como uma segunda vida que está em nós e que vivemos para o mundo. Acho honesto, por isto, o corpo de 40 anos, a idade e a mente abraçarem-se em harmonia de 40 anos. Hoje tenho 41 anos; há 21 anos, tinha meus 20. Há 10 anos, meus 31. Do futuro nada sei a não ser a visão opaca do meu presente. Parece discurso de quem não tem algo melhor para dizer e mesmo assim o faz. No meu caso, faz parte de meu projeto sincero de vida virar escritor na sociedade onde vivo porque nossa sociedade precisa de artistas que se propõem a serem honestos com as virtudes que a arte tem: catarse e libertação e acolhimento. Não aos vícios! Não comungo e nem me ocupa a mente com os vícios. O verbo conjugado "permita-se" é algo na essência exclusivo ao ser humano. Sei quão tortuoso é viver oprimido, matando sonhos internos, anulando projetos tão preciosos para tão pouca vida. Neste ano, meus 42 batem na minha consciência como anos futuros que me restam. Não são anos distantes meu futuro. Para mim, distantes são aqueles lá atrás. Década de 80, de 90, anos 2000, e agora já na segunda década do século XXI. Permita-se realizar. A vida é um tempo tão sinuoso. Parece a água que escorre vagarosamente do xixi do cachorro no pneu do carro. Permita-se viver. Pode ser nos seus 20, 30, 40 (eu!), 50, 60, 70... e por aí. Faça aquele curso de música, realize aquela viagem, ingresse na universidade, ganhe o dinheiro que pague o valor que as coisas que tem valor de dinheiro tem. Aquilo que não tem valor de dinheiro (sonhos, vontades, sentimentos e emoções etc.) clamam por realizar-se. Permita-se. Por exemplo? Eu tenho um sonho: assistir a todos os jogo do Corinthians ao longo de um ano inteiro dentro dos estádios. Não importa aonde ele for. Fora este, tenho outros. Permito-me. Permita-se. A desmotivação virá porque natural do homem desanimar com a negatividade alheia do pessimista e das dificuldades. Porém, viemos a este mundo sozinhos, voltaremos sozinhos. Permita-se. Quando formos, iremos muito mais agradecidos. Ou ao menos permita-se poder tentar antes de ir. Permita-se.

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