sexta-feira, 25 de março de 2016

Singular e Oculto Amor

O amor é uma essência esquisita e vamos falar em poucas linhas de amor. Observo com emoção uma pessoa em meu perfil no Facebook que poucos imaginam (ou ninguém) e tenho vontade que ela me olhe com o mesmo olhar de amor que um dia sentira por mim, em seu coração. Coisa de adolescentes. Éramos adolescentes. Um amor. Foi um amor que eu senti sem saber como poderia retribuir. Não pude porque estava perdido. Quando poderia, não dava mais. Tenho este mal. Sou para alguém total até o momento em que arrefece meus sentimentos. Eu nada mais poderia fazer. Quando ela me amava, eu era um ser perdido em mim. Quando me encontrei, em seguida deixei de ser dono de minhas vontades. Ela seria uma delas. Me distanciei dela. Mas observo-a e a desejo como uma belíssima gratidão. Acho que hoje eu tocaria seus lábios com os meus com uma doçura que até então ela não sentira na boca de ninguém. Minha forma de desconsiderar os amores anteriores em sua vida. Ela deve beijar muito bem. E me pergunto, como não a beijei? Me pergunto e me indigno! Nunca. Evoco a cada momento sua alma em minha direção em forma de sintonia espiritual ou emocinal ou sensitiva. Pela fraqueza em que me encontro neste exato momento de minha vida, será que eu ando clamando abrigo em seu coração? Não. Meu lado fraco são as fraquezas das pessoas que vivem como reféns do que sentem, e quando sofrem por isto, se perdem. Tenho fraqueza pelo sofrimento alheio. Sou forte em relação à vida. Eu não me perco na minha essência. Algo eu busco na inocência dela, que não existe como antes. Tento dizer para mim mesmo como eu traduziria esta vontade de a sentir ao meu lado. Gratidão? Possivelmente. Felicidade? Certamente. Há pessoas que nos conhecem apenas pela metade, ou pequena parte, ou um décimo do que somos. Há pessoas que nos conhecem por inteiro. Ela me conhece por inteiro. Desde meu início. Evoco qualquer canto poético por ela neste anseio de retribuir com saudades quando nada de consciência eu tinha. Desejo-a porque sinto sei lá o quê de algo, sei lá como defino, ainda que seja em minha alma tão verdadeiro. Para a poesia existem sintonias que nem o poeta e a poetiza sabem. Observo seus olhos e sorrisos e sinto-os verdadeiros. Mentalizo um beijo e beijo-a com o respeito e veneração que a sacralidade exige. As palavras tendem a ser um tipo de união. Com elas, busco-a. Na busca sinto-me feliz. E na felicidade, aprendo a amar esta menina tão lá longe em minha memória. Tão lá distante. E tão real em meu desejo de a beijar. Estas histórias de amor, de um singular e oculto amor.

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