- Um filho. Quando quiser eu tenho um filho com você.
- Como assim?
- Pensa comigo apenas e viva, meu anjo. Viva a vida. Tenha suas escolhas para ter seus erros e acertos. Há delícias nos erros e há decepções em acertos.
- Sim.
- Já errei demais. Poucos arrependimentos. Verdade que mais acertei. Não por sorte, ou por ser mais esperto, ou inteligente. Errei porque foi medroso. O medo nos faz acertar muito mais. Quer saber de algo?
- O quê?
- Não erro com você! Nunca errei
- Como assim?
- Você não tem vontade de nos fazer errar.
- Entendi.
- Com você eu não erro. Eu acerto. Viva a sua vida, meu anjo. Ame. Namorar. Case. Sempre feliz. Tente tudo o que você sente no coração que deve tentar. Seu coração é apaixonante e apaixonado. Você percebe as dores dos homens e das mulheres. Nesse sentido eu sei que você gostaria muito de estar lá para ser útil a quem sofre, chora, isola-se. Nem é questão de querer ser Deus na terra. A humanidade dorme com você na sua solidão, acolhendo-as. Você pode estar sozinha em alguns momentos. Sabe, porém, que a paz a acompanha. Quem ama e agradece por amar, chora em segredo sem importurnar-se com a dor. Não! Você não tem segredo. Tem cuidado. Você ama cuidar.
- Obrigada.
- Sou feliz. Deus me proporcionou minhas relíquias porque Deus sabe que sou medroso naquilo que amo incondicionalmente, e me ajudou a acertar. Por mim mesmo, não sei.
- Sim.
- Obrigado, meu anjo.
- Não sei o que dizer.
- Estarei aqui. Só quero que saiba. Do meu jeito. Sendo possível, sendo viável, sendo a vida favorável, você será uma mãe incrível, independemente do pai. Compreende?
- Sim. Obrigada.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Tenho um filho com você
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