terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Temos Empatia

Será que somos, as pessoas, mais iguais do que diferentes? Ou contrariamente somos mais diferentes do que iguais? Antes de refletir, digo que foi o acaso. Um acaso que não me agrade a rima -ente de diferente e contrariamente. Pensei em mudar. O gasto de energia seria maior do que eu pretendo. E sobre nossa diferença ou semelhança, eu e todos os psicólogos sabemos que somos muito mais semelhantes. Temos empatia.

Primeiro que somos altamente previsíveis. A propaganda fala por si mesma ao entrar na mente da massa. Um pensamento único em milhares ou milhões de pessoas. As tragédias coletivas trazem um pensamento único de comoção. O feito de superação traz o pensamento único de esperança. A humanidade é igual. A fome crônica traz o pensamento único de injustiça. Os desvios dos padrões quase insignificantes que nos diferenciam.

Vi pela manhã um ser com um microfone, palco cheio, muita luz, um telão central enorme, três telões menores ao lado, e todos reproduzindo a mesma imagem. Era um palestrante. As pessoas, no afã de serem diferentes, pagam caro para crerem serem únicas e especiais, quando são iguais. São iguais até no propósito de não desejarem ouvir verdades desconcertantes. Sendo nossas experiências sensações, a ilusão cabe muito bem em sensações de experiências únicas. Eu acho injusto fazer todos se sentirem reis, que é uma sensação praticamente única na vida de um ser humano. Ser rei.

O tempo que se gasta para a especialidade tem sido encurtado. Quem diz não sou eu. Há um estudo bem bacana a respeito. Os gênios são aos milhares diante dos bilhões de seres humanos. Na arte de modo geral. Mas na ciência e no esporte também. Assimilamos bem mais rapidamente porque os treinos foram incrivelmente aprimorados. Imagine só o ato de ler. Bilhões sabem ler. Número imensamente proporcional dos que sabiam há cem anos.

Nossa academia de ginástica, nossas festas, nossas conquistas acadêmicas e profissionais, nossas viagens e nossos relacionamentos amorosos. Temos tudo isso em comum. Inclusive nossas angústias, nossas doenças psicológicas, nossos atos falhos querendo ser felizes onde somos ainda tristes.

Sua dor é a minha dor. Sua felicidade é a minha felicidade. Sua fraqueza é a minha fraqueza. Sua dúvida é a minha dúvida. Sua necessidade é a minha necessidade. Temos de certo modo apenas momentos diferentes. Ao final, somado tudo, há empate. Um empate técnico. Alguns podem até refletir sobre e colocar em palavras. Ou, quando fazem muito, leem as palavras concordando ou discordando. E não importa para um ou para outro. Ambos titubeiam. Ambos são indecisos. Ambos levam a vida. Cada qual contribui da sua forma para reconhecer um ao outro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Capacidade de amar

Quando perdemos a capacidade de amar, não implica falta de amor no próprio coração, ou mesmo de insensibidade psicopática de desprezo ao próximo. Apenas não conseguimos realizar aquela ideia de amor. E não iludo quem quer que seja. Porque meu amar é "a liberdade do que fazer com a minha vida é minha". Sem ilusões e expectativas recíprocas. Começo a suspeitar que tenho perdido a capacidade de amar por isso. Faço uma ressalva. Perdi a capacidade de amar e de querer ser amado. Porque ser amado é uma permissão que damos a uma vontade alheia a nós que nos quer. Cabe a nós alimentar ou simplesmente estancar qualquer fonte que nutre o amor por nós. Temos de ter enorme desprendimento. Sem alimento, o amor nos amando enfraquece, definha e morre. Claro que eu temi estar entrando em depressão. Estive refletindo bastante nos últimos meses. O que estava acontecendo com meus sentimentos? O fato de não estar conseguindo amar implica eu não consrguir amar a mim mesmo? Ou estou desaprendendo os sentimentos, ficando apático e indiferente a eles? Essa possibilidade é real na vida humana. Não sentimento felicidade, nem ao menos tristeza. Pode ser real. Assustadoramente real. Porém, quase que impossível para mim à luz do meu tempo de vida e autoconsciência da vida que tive, que tenho e que pretendo ter. Já sofri depressão por quatro anos quando adolescente e início da minha maturidade. Não sabia o que era claramente. Nem eu, nem familiares e amigos. Terminaram-me tachando problemático, desajustado, antissocial. O tempo foi o senhor de tudo. O tempo esteve no controle. Particularmente, aprendi a amar a Deus nessa época. Superei o desconhecido. Dominei o desconhecido. Por temor que eu tenha, sofri demais para permitir sofrimento novamente. Minha falta de capacidade de amar não vem de depressão, nem de melancolia, nem de tristeza, nem de apatia. Estou então fugindo do amor por medo de sofrer o desprezo? Pouco provavelmente. Acho que não me preocupo com o que pensam de mim mais. Quero dizer, adoro viagens emocionais e exponho-me a muitas delas. Desde que sejam novas e sinceras. Refiro-me, por exemplo, se for convidado, a uma roda de fogo, com batuques e movimentos corporais. Vou. Batuco. E até danço. Fecho o ciclo sem ser mais ou menos do que eu era, senão nova experiência. Uma dos grandes desconfortos na alma de quem escreve é não querer transmitir o que não agrega a quem lê. Inclusive o radicalismo poético de um recado. Se eu amar, certamente a pessoa quererá exclusividade emocional. Claro que não é bem assim. Por isso mesmo não me engano ao criticar a minha falta de capacidade de amar. Não bem não amar. É desistir de continuar amando assim que o coração acelera e a mente começ a não se esquecer. Respiro e auto controlo-me. Exclusividade a mim mesmo é algo que quero. Não desejo roubar pessoa alguma dela mesma.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Experiência

Experiência pessoal que pode valer para algumas outras experiências. Foi numa diálogo com uma amiga sobre um tema diário que de alguma forma consome parte de nosso tempo e de nossa energia. Tempo e energia é aquilo de que precisamos. E paz! Depois que me separei em abril de 2014, eu tive alguns estresses em relacionamentos que não desejaria ter tido. Os estresses foram no conflito entre eu justamente o que eu tinha a oferecer e àquilo que pessoa tinha a me oferecer. Muitas vezes o desequilíbrio causa enormes desconfortos e sentimentos deprimentes a ambos. Falo em termos do que eu entendo de cuidado, preocupação e abnegação, que deixam as pessoas incrivelmente apaixonantes. Não creio em brigas, por exemplo. Não creio em desentendimentos. Não creio em birras e afrontas. Não creio em ciúmes. Não creio em competição explícita, nem implícita. Não creio em vantagens, apelos, nem em chantagens. Mas creio em momentos irônicos quando são exclusivamente para fazer rir. Sou muito irônico. Amo, aliás. Minha crença ainda é fazer todas as pessoas melhores do que elas já eram. Ainda mais se houver consentimento de cumplicidade. Afinal, qual é a essência ao relacionar-se com alguém? Não é ser cúmplice? Meu jeito. Nem sei se consigo, na verdade, deixar as pessoas melhores. Eu apenas quero. Tenho meus vícios e as pessoas têm os delas. Honestamente - tirando meus filho - meus quinze anos de casamento, em particular, me estagnou muito, sobretudo minha vida intelectual e profissional. Não viajei para uma pós no exterior. Não expandi-me como antes o fazia - publiquei meu livro só em 2013, e já tinha o livro escrito desde 2000! Nem mestrado fiz ainda. Nos últimos três anos de meu casamento, era eu fazendo comida, lavando louça e limpando casa. Justo? Justamente aquilo que eu não queria para a pessoa com quem fiquei casado, e presenciei limpando casa, passando roupa, fazendo comida. Não. Havia casado com alguém para ser do lar. Literalmente coloquei-a para estudar, fazer faculdade, fazer três pós, fazer algumas viagens internacionais etc. Ganhei ingratidão em troca. Melhor ingratidão do que a sensação de destruição. (Eu sei a importância do que eu quero sentir). Embora eu ganhasse bem, ainda que eu trabalhava formalmente 5 horas por dia, eu era acusado de ter tempo para poder cuidar da casa. Essencialmente, por meio de chantagens emocionais, eu cedia sabendo que estava tudo acabado. Não havia estudado para virar do lar. Era somente uma questão de tempo a separação. Hoje, com 42 anos, eu preciso tentar sair do estado atual em que me encontro, que é delicado porque todo recomeço do zero é uma incognita. Não me sinto mal. Minha forma positiva de transmitir otimismo e esperança. Por isso procuro não me enfiar em relacionamentos. Quero meu tempo, minha energia bem. Dou das mais variadas desculpas. Da falta de grana à falta de tempo. Pretendentes existem e na essência, muito legais, inteligentes etc., mas não posso exigir abnegação e compreensão na totalidade de meu delicado momento. Não vou ter muita paciência em um relacionamento em que o stress não seja evitado, e seja valorizado. Antes eu tinha, caso fosse necessário ter paciencia acima do limite o normal. Hoje não tenho mais. Eu não posso criar mais pequenos traumas em minha vida emocional, atualmente bem delicada. Veja que tenho até autocontrole para me autoanalisar sem inventar diagnósticos delirantes. Tenho minha paz para oferecer. E acho que é até muito intensa a minha paz. Profunda, aliás. Na verdade é das poucas coisas que sei que tenho para oferecer às pessoas. Ter a autoconsciência de que em qualquer momento que eu fique com uma pessoa, ela experienciará otimismo, verdades, cumplicidade, poesia, correção de pensamento, muita reflexao e muita compreensão. Em outras palavras, minha paz. O espírito humano somente sabe o que é paz depois que quase se perdeu em uma guerra emocional. Se já há alguém dando paz a você, encontre nisso amor e admiração. Valorize. É vaidade querer se feliz com opressão. Vaidade e egoísmo. Nós, brasileiros, não somos educados a respeitar verdadeiramente o outro - ainda que soframos por causa do outro. Oras, respeitar o outro é apoiar os projetos dele ou dela. O mínimo que podemos fazer é trazer-lhe paz.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Diálogo

Diálogo 1

- Então realmente amor é um jogo? Eu acho que é uma escolha. Nem acho que o "amor aconteça também" (para nome de filme, o conceito serve). Não é nada  absurdo quando você permita que aconteça.

- Ponto fraco: aquilo que nos faz apaixonarmo-nos por alguém. Não há total impenetrabilidade. Todos tempos um ponto por onde entrar. Compreende?

- Entendo. Depois me faço compreender melhor. Mas, há de convir que descobrir o ponto fraco de alguém, pode ser usado não com a boa finalidade.

- Oras. Sera?

- Sim, há muita gente tentando provar que pode! Digamos que psicopatas do amor está cheio!  O que eu quis dizer é que parece um jogo usar as fraquezas do outro para penetrar no mundo do outro. Claro que quando se trata de uma conquista concreta, de alguém que realmente sabe o que quer, talvez seja válido. Achei interessante seu modo de colocar isso, porque muita gente usa isso apenas como um desafio: penetrar no mundo do outro, mas depois não saber o que faz lá dentro. Só problematizei seu ponto de vista!

Diálogo 2

- Não acho possível saber exatamente o que nos captura, nos enlaça. Podemos até dizer "Ah, eu não resisto a isso ou àquilo", mas acredito que na real, não sabemos.É um "psiu de luz".

- Pode ser. Mas seria mesmo esse "psiu". Exatamente. Esse "psiu".

- Ah, acho que é assim. Somos apenas capturados por algo.

- E quando nos traduzem esse algo, se for reciproco, as coisas caminham.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Schopenhauer

NECESSIDADE DOS ATOS DA VONTADE

Que a vontade como tal seja livre, deriva do fato de que, tal como  consideramos a vontade, ela é a
coisa em si, a substância do fenômeno.

Este (fenômeno), como sabemos, é inteiramente submisso ao princípio de razão nas suas QUATRO categorias:

1 - Identidade: Maçã é maçã.
2 - Não contradição: Maçã é maçã e não pode ser ventilador)
3 - Terceiro Excluído: ou você está livre ou não está...ou você está amando ou não está.
4 – Causalidade: tudo o que existe e  acontece origina-se de alguma causa, ou seja, deve existir uma razão para sua explicação.)

...e como sabemos também que "ser necessário" é idêntico a "ser efeito duma causa dada", que as duas noções são recíprocas, dai resulta que tudo o que pertence ao fenômeno (da vontade), a
saber, tudo o que é objeto para o sujeito cognoscente (pensante) como indivíduo, constitui a causa por uma parte e, por outra, o efeito, que permanece determinado necessariamente nesta última
qualidade e de nenhum modo pode ser diverso daquilo que é. (Ou seja, a vontade é a vontade; não pode ser outra coisa e ela tem uma causa e um efeito: causa: o ser humano; efeito: realizar a vontade).

Tudo quanto a natureza compreende, o conjunto dos seus fenômenos, é absolutamente
necessário e a necessidade de cada parte, de cada fenômeno, de cada acontecimento pode ser demonstrada em qualquer caso, desde que se possa encontrar a causa de que dependem como
duma conseqüência. (qual a causa de a flor nascer?, qual a causa da água evaporar?).

Isto não oferece exceçôes e resulta da autoridade ilimitada do princípio de razão. Por outro lado, o mundo, em todos os seus fenômenos, é objetividade da vontade, a qual, não sendo ela própria nem fenômeno, nem representação, nem objeto, mas a coisa em si, não está submetida ao princípio de razão que é a forma de qualquer objeto: não é, portanto, o efeito duma causa, não é, por conseguinte, necessária; isto quer dizer que é livre. (A vontade é a maior liberdade possível).

O conceito de LIBERDADE é, portanto, um conceito NEGATIVO, porque contém, unicamente, a negação da necessidade, isto é, a negação da relação de efeito para causa, segundo o princípio de razão. (Ter vontade é ter liberdade; querer ser livre é querer satisfazer a sua vontade). Encontramos aqui, bem pronunciado, o nivelamento dum grande contraste, a união da LIBERDADE com a NECESSIDADE, de que tanto se tem falado nos últimos tempos e sobre o que nada se tem dito, que eu saiba, de claro e de sensato.

Qualquer coisa, como fenômeno, como objeto, é absolutamente necessária: em si, essa é a vontade inteiramente e eternamente livre (ter necessidade é a liberdade de nossa vontade). O fenômeno, o objeto, é necessária e imutavelmente determinado na concatenação (união) das causas e efeitos, que não admite interrupção de sorte
alguma. Mas a existência em geral deste objeto (vontade) e o seu modo de existir, isto é, a Idéia (da vontade) que se manifesta nele, ou, por outras palavras, o seu caráter, é fenômeno imediato da vontade! Esta sendo livre, esse objeto poderia, efetivamente, não existir, ou ser outro, original e essencialmente; mas nesse caso, também toda a cadeia, de que é circular, e a qual é também fenômeno da vontade, seria de todo diferente; mas, uma vez realizada (a vontade), esse objeto tomou na série de causas ou efeitos um lugar necessariamente fixado e já não pode ser outro, como não pode trocar, nem sair da série, nem desaparecer.

O homem é, como qualquer outra parte da natureza, objetividade da vontade; por conseguinte, o que acabamos de dizer aplica-se, igualmente, a ele. Como qualquer coisa na natureza tem as suas forças e as suas qualidades que contra uma ação determinada reagem duma determinada maneira, e constituem o ‘seu caráter', assim também o homem tem um caráter, em virtude do qual os motivos (seus motivos pessoais) lhe provocam os atos de necessidade. E por meio destes atos que se manifesta o seu caráter empírico (prático), que
revela a seu turno o caráter inteligível (incompreensível), a vontade em si, de que ele é o fenômeno determinado (o homem pode ter suas próprias vontades).

Mas o homem é o fenômeno mais perfeito da vontade: a sua conservação exigia que fosse assistido por uma inteligência de tal sorte desenvolvida que fosse capaz de elevar-se até ao ponto de tornar-se, na representação, uma repetição adequada da essência do mundo; esta repetição, este espelho que reflete o mundo é a concepção das Idéias (nas votades): apreendemo-lo no livro terceiro. A vontade no homem pode, portanto, chegar ao pleno conhecimento de si: pode conhecer clara e inteiramente a sua própria essência tal qual se reflete no mundo."

(Livro O Mundo Como Vontade e Representação, do filósofo alemão Arthur Schopenhauer - 1788-1860)

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Vejo o mar

Na praia de Boiçucanga. Vejo o mar ali, e o vento me afaga a temperança. A pele acalma-se suavemente pelas ondas e águas trêmulas incansáveis. Não é o pôr-do-sol ainda. Nem o amanhecer. Pergunto à minha reflexão em meu ermo existencial: o que são estas sensações, que sinto na pele, na consciência, no olhar? Sem resposta, a vida silencia-me a alma e me faz respirar profundamente. Lá, não longe de mim - estou na areia - vejo um barco feito pelas mãos dos homens. Ele sobre o mar, que foi feito pelas mãos de Deus. Eu não creio em acasos. E, por instantes, minha alma em conflito acalma-se. A arte me acalma. Busco na tarefa da escrita a eternização deste momento. E com uma fé exageradamente agradecida, deixo a vida sorrir para o mar, sorrir para os morros que me cercam, sorrir para o sol e para o vento. Por fim evoco Deus, criador de tudo isto para quem crê. E criador de mim mesmo, que creio, que sou passageiro neste mundo, mas aos olhos da eternidade, um milagre, semelhantemente a tudo e a todos que me cercam. E agradeço. Muito obrigado. Muito obrigado. Ser grato é o caminho para a paz interior.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Crítica

"Perguntei para mamãe o que era a morte e ela me respondeu que era a vida na sua mais bela forma..."
                                       Contos Suaves - Flavio Notaroberto.

   Esse conto me fez lembrar de uma outra historia, uma menina aos 11 anos de idade, sua mãe muito doente, veio a falecer. Sem muito conhecimento sobre a vida e o que havia acontecido diante todo aquele sofrimento, se fechou para o mundo.
   Sem sentir o que queria realmente sentir, talvez por falta de conhecimento, preferiu simplesmente acreditar que a dor não lhe seria bem vinda, deixando e tentando simplesmente não deixar doer naquele momento, pois sabia que deveria ser forte.
    O problema é que a vida passou muito rápido, e dos 11 aos 24 muitas coisas havia lhe acontecido, era forte e sorria tentando não evidenciar que suas lembranças havia parado na época em que sua mãe vieste a falecer.
Se tornou madura em muitos aspectos e em outros era ainda uma criança rebelde e mimada, esqueceu-se da vida, não se permitiu sonhar, entrou em guerra consigo mesma, desacreditou da família, e muitas vezes de Deus e aos 24 para os 25 anos acreditou em superação.
  Nessa época ela despertou o conhecimento do Luto, permitiu sentir a dor que até então tinha guardado para si, caiu, chegou ao fundo do poço, pediu a Deus ajuda e buscou então poder sobre si mesma.
  O poder sobre si mesma era a pior fase, naquela situação os sentimentos era dominar-se a si mesma e entendeu que DESISTIR era, de certa forma, morrer em vida.
  Por anos ela havia falecido dentro de si mesma, sonhos era somente para quem estava vivo.
   Um dia ao observar um Girassol, perguntou para sim mesma, e se eu vivesse? Tivesse sonhos, metas? Acredito que minha mãe iria ficar orgulhosa.
  E foi ao pensar nesse momento que admirava o girassol, e lendo um verdadeiro conto suave  lhe disse, pela manhã: A vida na sua mais bela forma é permitir que os fatos acontece e que ela não teria poder sobre tudo, nem de si mesma.
  Permitir (se permitir) é a palavra chave, foi então que houve dentro de si um sentimento e o inicio de uma superação.
                         "A morte em vida"