A Fé em Unir
Todos nos somos adjetivados. Do meramente visual: gordo, careca, nanico, à percepção sentimental que é um reflexo de nosso comportamento com as pessoas.
Eu sempre fui chato, ou o chato. A chatice implica a mesmice, correto? Então, eu sempre fui chato porque era de certa forma intransigente e raramente influenciado. Carrancudo? Talvez. Mas creio que não. O carrancudo não é chato. Ele é carrancudo, o que para mim é pior.
Hoje me adjetivam raramente de chato. Talvez pelas costas já que ainda continuo sendo basicamente o mesmo seja mamado de cerveja, seja num papo sério. Mas (possivelmente pelo que eu escrevo) tenho colecionado alguns adjetivos que me acolhem a alma: encantador, pela minha amiga Juliana e cativante pela minha irmã Ana Paula. Vejo sim que elas tem a razão de ser de cada um deles.
Veja bem, quando amo, eu cuido. Gosto de cuidar. Minha irmã me chamou ontem de cativante e não vejo outra explicação senão o real interesse pelo problema e felicidade do outro.
Foi tão acolhedor ouvir de minha irmã isto quanto o "encantador" de minha amiga. Cativante e encantador.
Se eu fosse mais calculista e frio e manipulador, teria a formula ideal do psicopata. Mas o amor me ensina a cuidar. O psicopata não cuida de ninguém por uma razão bem fácil de entender: ele não tem capacidade de amar.
O mundo tende a tirar a nossa paz. E por mundo entende-se tudo o que queira tirar nossa paz. Eu confio em Deus. Sei que Deus vai ao nosso coração e usa as pessoas para que a nossa vontade não termine. Vontade é semelhante à fé. Só que a fé tem mais poder. Cremos e buscamos. A vontade pode ficar eternamente lá, esperando. Tenho fé. Quero sempre poder amar: a fé em unir.
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