sexta-feira, 6 de março de 2015

Um Jeito de Viver

"Um jeito de viver" é apenas um título. Apenas um nome deste post para chama a atenção do leitor. Afinal, o que todos buscamos ao longo de nossos anos de vida são jeitos, jeitos de viver. Viver bem. Viver quando os sonhos não são mais as realidades das crianças.

Tenho uma tese sobre estar bem ou estar mal, que passa pela capacidade que a pessoa tem de rir ao acaso. Se, apesar de qualquer dor, sua capacidade de rir existe, ainda intacta, naqueles pequenos detalhes ridículos na vida, você não sofre de angústia mórbida, ou seja, há luz em você. Luz dentro de você que possivelmente irradia para fora.

Já escrevi que o riso nos leva à gratidão, e gratidão, sem dúvida alguma, toca sensivelmente no coração de quem vislumbra o encantamento de ser limitado no contato com as pessoas. Exato. Ser grato nos ajuda a reconhecer nossos limites. Somos gratos porque alguém foi bom e até misericordioso conosco.

Há jeitos de viver sem encantamento. Estudei a respeito do encantamento em uma aula da pós. Não li o livro. "O Encantamento do Mundo". Básica e resumidamente, estar encantado é anular o racional de nossa capacidade de pensar, portanto, não concluímos nada a respeito de tudo, e deixamos o mundo nos encantar. A humanidade já viveu encantada. Ainda nossa primeira e segunda infâncias temos parte deste encantamento. Exato. Ingênuo. Ingenuidade.

Por uma razão inconsciente, meus textos são uma ponte entre o encantamento e o racional. Racionalizo com a vontade paradoxal de encantar. Para mim, o jeito mais lindo de viver é encatado. Seja pelo sol, pela lua, pelos filhos, pelo trabalho, pelas artes, pelos sonhos, pela razão, por tudo aquilo que nos resgata a infância.

Já testemunhou na sua vida alguma criança que não ri? Se existe (fora problemas neurológicos) a culpa é dos adultos. Adulto, em última instância, desencanta o mundo porque conclui o mundo com suas infinitas teses. Jeito de viver. Há vários. Existem muitos...

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