Abraços em seus Braços
Em seus braços
Meus abraços,
Eu os encontrei.
Não apenas seus traços,
Eu os encontrei solitários,
Seus braços,
Tão vazios.
Os afetos que ferem,
E eles foram feridos,
Seus braços,
Seus braços vazios,
Em meus abraços,
Eu os acolhi e colhi.
Eu os guardei.
Os salvei do vazio.
Quem vê, nada vê no vazio.
A imensidão.
O nada é uma imensidão
Sem forma, sem essência.
Nos abraços deslancei o laço.
Do nada, puxei.
E subiu aos abraços
No meus braços.
Eu os beijei, seus lábios.
Dos lábios seus, percorri
Seus braços,
Dos braços presos
Aos meus nos seus lábios
Não mais senti a mim.
Era agora o tudo
Amaranhado no nada a mim
Do vazio a você em mim.
Eu em você.
Em nós, nos mesmos braços.
E senti.
E vivi.
E vi.
Quis fugir.
Não mais.
Nossos abraços estão aqui.
Em mim.
Não. Não irei. Não partirei.
Irá tudo o que puder voar.
Tenho braços. Não voarei.
Pode voar.
Quero para mim.
Pode, no entanto, voar.
Os meus abraços, porém,
Eu os quero para mim,
Nos braços de quem
Sorri.
Solitariamente sorri.
Os braços bem abertos para um abraço longo e eterno.
Amo demais essa frase: ' Escrever é ler o que somos, é conhecer quem somos! ' Fantastica projeção de sentimentos.
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