Então o amor volta
Com a forçar de sofrer.
Desejamos a paz.
Ele nos presenteia a dor.
A dor que criamos por desejar.
Ela, a amada, em pensamentos
Que silenciam ações e desejos
Que não sejam com ela.
Eu a quero para mim,
E quero perder-me nela.
Quero-a para não perder-me.
Noites aflitas na solidão,
Que o fim de quem ama, poeta.
Se gosto de amar,
O sofrer me cai muito bem.
Não sei se o estado amante
Purifica-me a arrogância
Que me seguia os dias.
Sei que agora vou sofrer.
Uma alma boa que sente
Mais beleza do que escuridão.
Terei de aprender.
Aprender a olhar nublado.
Não sei se quero mesmo
A prisão que já encontro.
Sei que estou amando.
Ao menos vivo outrora.
Reconstruo-me nas palavras
Porque quem ama, vive.
Quem ama, persiste.
Quem persiste, sofre.
Quem sofre, existe
E na existência, purifica-se.
Amar é purificar-se.
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