domingo, 16 de setembro de 2018

Peça

Assisti a uma peça ontem sobre uma época próxima que eu não vivi. Década de 60, 70. Por meio de um musical. Simples, sem grande produção, mas intensa. Havia 20 na plateia, que cabia 150. Rua Augusta agitada. O ator principal se chama Ciro Barcelos, que é famoso no meio, há muitos anos. Entre ele, quatro jovens atores. Eu gosto de teatro e ao mesmo tempo não gosto. Se eu fico sem, não vejo a hora de ir. Se vou, saio de lá com a sensação de que faltou muita coisa. Raramente saio safisfeito. Nesta produção, eu fiquei satisfeito. Eu assisti, na verdade, um belo depoimento, por meio da arte, da vida pessoal de uma época que paradoxalmente havia mais coragem do que a de meus filhos. Estes anos que hoje testemunhamos pertencem à geração que vem. Vejo desta forma porque temos que pensar em nós também, nossa vida pessoal, nossos planos, que inclui realizar o que nos faz essencialmente feliz. O sonho é eterno em quem se ilude, tipicamente as verdades dos jovens. No palco, Ciro Barcelos, sobre quem nunca ouvi falar, e quatro atores, com idade para serem os netos dele. Ciro Barcelos vivei a tropicália, com canção dedicada a ele por Caetano, e conheceu todos os ícones daquela época, com uma intimidade de invejar. Na Europa, em exílio, com o grupo Dzi Croquettes, foi assistido pela nata artística da época em Paris. Ele passava de ano em ano, de quando fugiu de casa com Maria

Nenhum comentário:

Postar um comentário