quinta-feira, 15 de novembro de 2018

À Tatiane (poema)

À Tatiane

Seu rosto delicado,
Palavras tão macias
Dos lábios apaixonates,
Todo beijo apaixonado,
Que refaz o seu instante.
Beijar amando o mundo,
Seu mundo enamorado,
Que converte lágrimas
(Todas nossas!)
Em algo, esperança,
Da mulher que sonha,
Fascina, fascinante.
Um sonho acordado,
Bela é, luz divina.
É anjo, sim, da alvura,
Que a noite afugenta.
Sua pele, Tatiane,
Seu terno sorriso,
Arrebata o ardor,
Do amor, todo amor
Que aplaca a dor no toque,
Que amor algum supera
Seu carinho encantado,
Que faz amar corações.
Não só ame, Tatiane!
Ame e encante.
Nem o bruto se converte
Quando raia o dia,
Que alegra as horas andantes.
Ame a todos, Tatiane,
Que amor nos contagia.
Se não amar com alegria,
Ame os versos que inspiram
O ardor sempre vibrante.
Inspiração maior procuro,
E tento refazer o desfeito,
Olhando aqui em Ouro Preto,
Vêm-me à mente, eles,
Os inconfidentes, e suas musas.
Por instante, converto-me,
Num pobre poeta errante.
Marília, de Dirceu, bela e pura,
Tatiane, dos meus versos,
Linda e delicada amada.
Ainda mais outros tantos,
Versos surgem e surgirão,
Porque nada racional aguenta,
O repente, inspiração.
Se hoje sou pego por hora,
Logo serei acalentado,
E aquilo que crio agora,
Entregue será ao passado.
Tenha este esforço meu,
Um desejo de ir além.
Que vejo de amor em você,
Aos olhos de quem crê,
Mais do que um poema,
Quero ir na essência
A par do que lhe traduz,
Bela, linda, amor, minha luz.

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