Ao amor entregue sua alma
Todos precisamos amar alguém.
Não é uma lei.
Mas como fosse.
Saber onde estamos e para onde vamos, sozinhos, sem amor, é um sonho a poucos.
Nem sei se possível a um coração que já amou algum vez.
Mas permiti.
Sem querer, vi-me estranho diante dela.
Desconfiei.
Seu jeito foi aparecendo tão calmamente, que fui permindo.
Permiti até ver-me no estado de quem sofre sem morbidez e melancolia.
Paixão apenas.
Nenhum sofrimento agrada.
Ainda mais amar, desejar, querer, sem ter.
A mente imagina e a imaginação real machuca.
O desejo de realizar não agrada, se há muitas dúvidas e incertezas.
A exclusiva certeza é não saber o que fazer, senão amar o mais belo possível.
São coisas do amor solitário, que constrange admitir, e mais ainda declarar ao mundo, sem que o mundo peça satisfação.
Sou meu mundo, ou melhor, sou neste exato momento dois mundos.
Aquele que ama e aquele que reflete quem ama.
Meu amor está nela e em minha cabeça.
Minha reflexão está em minha cabeça pensando nela.
Parece exagero demasiado, porque a poesia tem um quê hiperbólico.
Nenhum amor vale a indiferença psicopata.
Se escrevo, digo o que sinto.
Se exagero, afirmo que não minto.
Me vem à mente agora outro poeta: "para que mentir?"
Viajo em um lindo sentimento, cheio de sensações incríveis, e se ao menos desperta-me algo criativo, rendo-me a ele.
E se ela duvida de minha capacidade de amar, eu silencio.
Como um filho, na verdade, todo amor pertence a quem ama, e nele entrega sua alma.
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