Ir é o verbo que nos traduz, a gente que nunca para. Ir reflete literalmente no corpo, que projeta os lábios apontando para o outro, àquela direção. Como faz a existênciq do tempo, ir é um jamais voltar. Ir é inefável, inexorável, indelével. Quando achamos que retornamos, é uma outra ida, e assim indefinidamente. As coisas do conhecimento e do espírito desafiam o tempo. As coisas do espírito desafiam as idas. Quando congelamos o tempo em uma foto, retratamos nosso pensamento em conhecimento. Vemos e não nos enganamos. Fotografamos todas as idas em nossas memórias, que revestem-se com emoções. Vamos para sentir e criar emoções, ou revisitar emoções, ou reviver emoções, ou renovar emoções. Ir é o maior fato de nossa passagem. Jamais aceito o que diminui a ação de ir, seja no tempo, seja no espaço, seja no conhecimento, seja nas emoções e memórias. Lamento que não tem a mesma inspiração, ou não a tem suficientemente para ir, e reaje à crítica destrutiva de quem vai. Não nos ocupemos. Vida interna ou externa é movimento.
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