Cada pessoa que um dia amamos e que um dia deixamos de amar torna-se um luto, que para alguns quase não dura, e para outros não terá fim. Não que sejam inesquecíveis todos os amores. Ao contrário, porque amores se sobrepõem a amores. Uns vão; outros vêm. É apenas a sensação de quantos futuros amores ainda incomodarão nosso luto que machuca os sensíveis. Não bastam os do passado? Não é de todo péssimo escolher amar o tempo presente e os momentos reais ao lado da pessoa, e tão somente ao lado, sem idealizar nada, neste momento presente. Somos imperfeitos. Desejamos compreensão, sim. A compreensão nos encanta, que nos apaixona. Mas é uma idealização, que um dia irá se humanizar, e tudo que é humano morre.
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