Jantinha. É assim. Um espeto daqueles que se compra na rua mesmo, arroz branco, uma farofa com carne seca (paçoca), um pouco de vinagrete. E se come na rua mesmo. Lá em Brasília havia a jantinha. Achei estranho. Não comi. Só o espeto.
Esta será, por hora, a minha última boa memória de Alto Paraíso-GO, para conhecer a Chapada dos Veadeiros. Foi ontem à noite a jantinha. E horas antes, início da tarde, fui conhecer a lindíssima Cachoeira Almécegas. Vislimbre. Encanto. Sedução. Sensação de ser pequeno e pouco explorado interiormente. Por mais panorâmica que seja a vista do nosso olhar nesta imensidão (foto), eram os detalhes na pequena existência de uma flor (foto) que dava a minha alegria de ser do tamanho do pequeno, da pequenez do detalhe, da pequenez de ficar satisfeito de estar lá. Molhei-me na correnteza. Lavei-me por fora. Fiz parte por dentro. Por fim, permiti-me por mais de uma hora olhar sentado (foto) agradecendo o tamanho de minha mente diante do sol que se colocava lá atrás da montanha. Morro da Baleia.
Bom mesmo encontra a alma na realidade de sentir no mesmo dia o prazer da jantinha que acabei de descrever no início, naquela vida cotidiana do povo de Alto Paraíso, sem brilho, sem encanto, sem mistério, à altura da mesa e cadeira e prato que me serviram; e sentir-se uma coisa pequena diante da cachoeira (foto), pôr-do-sol (foto) e céu (foto). A foto é um processo consciente de memória preservada por um lado, e por outro, inconsciente para diminuir o que é maior do que nós (maldade!).
Curta as fotos. Sinta-se agora grande diante delas. Um dia (ou já aconteceu) sentir-se-á pequeno como me senti e aprenderemoa algo: este deve ser nosso lugar. A nossa pequenez diante do mundo da natureza será nossa felicidade e, possivelmente, a nossa salvação.
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